Tufão desvia de Suzuka e não abala F1

Os organizadores da prova se prepararam. Desmontaram o autódromo de Suzuka, ao retirar cartazes e acomodar todos os equipamentos e a enorme estrutura de uma feira de produtos da Fórmula 1 ao ar livre em ambientes fechados, com portas seguras. Mais: pilotos, técnicos e dirigentes das equipes permaneceram nos hotéis, assim como os jornalistas. Mas o tufão 22 não passou, neste sábado, pelo circuito. Próximo já da cidade de Nagoya, com ventos de 200 km/h, desviou para nordeste e tomou o rumo de Tóquio, onde causou grandes estragos.Cada um fez a sua parte. Até a programação deste sábado do GP do Japão foi cancelada para evitar os elevados riscos decorrentes de um tufão da classe 5. Mas quando já se sentia seus efeitos iniciais, ou seja, aumento da intensidade das chuvas e da velocidade dos ventos, o tufão ganhou nova direção, para a felicidade das cidades de Shiroko, um porto a 5 quilômetros do autódromo, e Suzuka, dentre outras próximas.O sudeste da ilha de Honshu, a principal do Japão, não passou, contudo, imune ao tufão 22. Várias pequenas cidades do litoral tiveram suas ruas inundadas, expostas na TV a todo instante. Algumas famílias foram acomodadas em escolas porque perderam suas casas em razão de deslizamento. Choveu na região de Mie Prefecture, onde se acha Suzuka, de quinta-feira à noite até sábado por volta das 15 horas.No autódromo, os profissionais da Fórmula 1 cumpriram à risca a orientação das autoridades japonesas e da FIA: ninguém sequer passou por lá. Os treinos, inclusive, foram adiados de sábado para domingo, o que provocou mudanças na programação: a definição do grid acontecerá poucas horas antes da largada da prova.

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