Umit Bektas/Reuters
Umit Bektas/Reuters

Turquia planeja ter 100 mil pessoas por dia na volta do país ao Mundial de F-1

Organização prevê abrir autódromo só com metade da capacidade para atender cuidados com a pandemia

Rredação, Estadão Conteúdo

01 de setembro de 2020 | 13h01

Com as mudanças no calendário de 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus, a Fórmula 1 acertou para esta temporada a volta do GP da Turquia, que não é realizado desde 2011. A prova está marcada para o dia 15 de novembro e a organização anunciou nesta terça-feira um plano ousado para um retorno impactante: colocar 100 mil pessoas nas arquibancadas do Istambul Park em cada um dos três dias de atividades.

Vural Ak, presidente executivo da Intercity, empresa que promove o GP, disse em uma entrevista coletiva nesta terça-feira que a presença de público será permitida no circuito turco para a etapa da Fórmula 1 e ainda declarou que o local pretende utilizar metade de capacidade máxima das arquibancadas, respeitando as medidas sanitárias de combate à covid-19.

"Precisamos estar prontos para tudo. Se a pandemia for pior do que hoje (terça-feira), então faremos a corrida sem público. Entretanto, sabemos a capacidade desta pista, com cerca de 220 mil pessoas acompanhando a corrida nas arquibancadas e gramados. No momento, por medidas sanitárias, se fecharmos alguns setores, cerca de 100 mil espectadores conseguem assistir a prova seguindo o distanciamento social", declarou Ak.

De acordo com a universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, referência mundial no rastreamento de casos de covid-19, a Turquia registrou 270.133 casos, com 6.370 mortes até o final de agosto.

Os ingressos para o evento terão preços a partir de 20 reais por dia, com a Intercity afirmando que estão mais interessados em promover um evento bem-sucedido em vez de focar no lucro. "Normalmente, a Fórmula 1 tem alguns padrões e preços de ingressos a certo nível. Porém, a Intercity não está buscando vantagem financeira com o evento e o governo nos encorajou a fazer isso. Os ingressos custarão 20 reais por dia, 60 reais no total pelos três dias. A venda de ingressos será iniciada na próxima semana e acreditamos que eles serão vendidos rapidamente", revelou Ak.

Apesar do circuito não receber a Fórmula 1 desde 2011, o promotor afirmou que a condição da pista ainda está dentro do padrão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês). "Um fiscal da FIA veio inspecionar o asfalto e a infraestrutura e nos agradeceu, afirmando que tudo parece novo. Porém, com apenas dois meses e meio, uma equipe mais experiente virá para dizer o que precisamos fazer. Conseguimos fazer isso porque mantivemos a pista pronta como se tivesse uma corrida todos os dias", completou.

Por conta da pandemia, a Fórmula 1 não teve público nas sete primeiras etapas da temporada. O GP da Itália, neste fim de semana, também não vai ter espectadores nas arquibancadas em Monza. Já o GP da Toscana, que será disputado no próximo dia 13 no circuito de Mugello, deve receber 3 mil pessoas, enquanto que a etapa da Rússia, em Sochi, deseja ter 30 mil lugares ocupados.

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