Jens Buettner/EFE
Jens Buettner/EFE

Vagas nas equipes grandes agitam mercado

A tricampeã Red Bull, a famosa Ferrari e a ascendente Lotus terão de contratar novos pilotos para 2014

LIVIO ORICCHIO, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2013 | 07h00

SÃO PAULO - A Fórmula 1 se prepara para a segunda metade do campeonato. O GP da Hungria, dia 28, será o décimo da temporada de 19 etapas. E antes do que normalmente acontece, este ano chefes de equipe e pilotos já negociam visando o Mundial de 2014, quando a competição passará por uma revisão de conceitos técnicos e esportivos. As corridas serão diferentes. Há vagas em aberto em três das quatro principais equipes: a tricampeã Red Bull, a mais famosa do evento, a Ferrari, e a ascendente Lotus, dentre outras.

As três semanas entre a última prova, na Alemanha, dia 7, e a de Budapeste, estão sendo providenciais para os contatos entre representantes dos times e empresários de pilotos se aprofundarem. Mas será depois da etapa húngara que tudo deverá se definir, já que a temporada entra em recesso. Até o GP da Bélgica, dia 25 de agosto, a Fórmula 1 vai estar de férias.

“É uma hora oportuna para discutir essas questões”, afirmou ao Estado Martin Whitmarsh, diretor da McLaren, que não precisa, agora, pensar em pilotos: Jenson Button e Sergio Perez têm contrato para 2014. É o mesmo caso de Toto Wolff, da Mercedes, com relação a Lewis Hamilton e Nico Rosberg.

Christian Horner, diretor da Red Bull, já abriu o jogo: “Os candidatos à vaga de Mark (Webber) são Kimi (Raikkonen), Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne (pilotos da Toro Rosso)”. Um deles será o companheiro de Sebastian Vettel. Webber se aposentará da Fórmula 1 no fim do ano.

Na Lotus, Eric Boullier já oficializou que no caso de Raikkonen se transferir para a Red Bull, o escolhido será o alemão Nico Hulkenberg, hoje na Sauber. O dirigente adiantou, também, que o francês Romain Grosjean, apesar do grande desempenho há uma semana, no circuito de Nurburgring, não tem lugar assegurado na Lotus em 2014.

Estrategicamente Hulkenberg anunciou, terça-feira, não ter mais compromisso com a Sauber, por não receber salário há dois meses. Permanece na equipe até o fim do campeonato, mas depois nada o impede de sair. Era um recado para Boullier e também Stefano Domenicali, diretor da Ferrari.

Curiosamente, as negociações, este ano, têm essa característica: a imprensa e a torcida sabem com quem cada time conversa, o que não quer dizer que não possa haver novidade. Não seria a F-1.

O fato de Boullier dizer que Hulkenberg interessa a Lotus pode estar apressando Domenicali decidir o futuro de Felipe Massa. Até o GP de Mônaco, sexto do ano, dia 26 de maio, a dupla da Ferrari estava definida para 2014: Fernando Alonso e Felipe Massa. Ocorre que nas quatro últimas etapas Massa se acidentou, por causa de erros próprios, no momento mais inoportuno possível, deixando em dúvida o seu futuro na escuderia italiana.

Como Hulkenberg interessa, agora, a Domenicali, pode ser que a Ferrari ofereça algo mais concreto que a Lotus, que apenas manifestou interesse, como um contrato, e o alemão decida realizar seu sonho de competir pela Ferrari. Outro piloto acompanhado de perto pela direção da Ferrari é o escocês Paul Di Resta, da Force India. Como Hulkenberg, se tiver de sair não necessitará pagar multa contratual.

O francês Jules Bianchi, da Marussia, formado na Academia da Ferrari, pela falta de experiência, ainda, não deve concorrer com Hulkenberg e Resta no caso de Massa não ser confirmado. O influente diário esportivo Gazzetta dello Sport e a conceituada revista Autosprint cobram de Domenicali a substituição de Massa no fim da temporada.

É provável que a essa altura Nicolas Todt, empresário de Massa, consciente dos riscos de seu piloto perder a vaga na Ferrari, já converse com outros times, como Lotus e Force India, onde não teria de levar, a princípio, patrocinadores. Mas se não renovar com a Ferrari as possibilidades de Massa permanecer na Fórmula 1 em 2014 são pequenas, de acordo com o que se fala nos autódromos.

Nessa hipótese a participação brasileira na competição se limitaria à eventual estreia do brasiliense Felipe Nasr, 20 anos, atual vice-líder da GP2. Seu empresário, Steve Robertson, iniciou conversações com várias equipes. O piloto é bem conceituado.

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