Diego Azubel/EFE
Diego Azubel/EFE

'Vencer Michael com frequência é muito bom para a minha carreira', diz Rosberg

Piloto 16 anos mais jovem que Schumacher, tem conseguido derrotar o heptacampeão mundial

Livio Oricchio, estadão.com.br

22 de setembro de 2011 | 19h23

CINGAPURA - Desde que estreou na Fórmula 1, há 20 anos, Michael Schumacher perdeu a disputa particular com seu companheiro de equipe apenas para um piloto: o alemão, como ele, Nico Rosberg. Na temporada passada e este ano, na Mercedes. Amanhã, no treino de classificação do GP de Cingapura, os dois dificilmente poderão lutar pela pole position, pois a Mercedes representa somente a quarta força do campeonato.

 

Será uma competição mais direta entre Sebastian Vettel, da Red Bull, que já domingo poderá definir o Mundial e tornar-se, com todos os méritos, bicampeão, Mark Webber, companheiro de equipe, os pilotos da McLaren, Lewis Hamilton e Jenson Button, e da Ferrari, Fernando Alonso e Felipe Massa.

 

Ontem, Rosberg conversou com exclusividade com o estadão.com.br e falou sobre sua relação com o piloto de melhor desempenho em todos os tempos na F-1. E não escondeu: "Vencer Michael na frequência que tenho feito é muito bom para a minha carreira."

 

Enquanto Vettel dizia ontem, no elegante circuito Marina Bay, que seu plano era ser campeão, não importando a etapa, a fim de mostrar que encara o GP de Cingapura, 14.º do calendário, como os demais e adotará na pista a mesma postura de outras provas, Rosberg observava seu time terminar a montagem do modelo W02, bastante modificado.

A Mercedes foi mal nos dois outros traçados de rua, Mônaco e Valência. Hoje, serão realizadas as duas primeiras sessões de treinos livres.

 

Aprendizado

Sobre compartilhar a escuderia com Schumacher, Rosberg comentou: "Não é nada fácil. Michael não é do tipo de fazer amigos e é muito exigente com tudo. Você tem de estar atento, com os pés na terra, bem acordado para batê-lo." Ao mesmo tempo em que reconhecia seus dotes de superpiloto. "Você percebe por que ele foi sete vezes campeão do mundo. Presta atenção a todos os detalhes. Aprendo com Michael, como ele comigo."

 

Há uma diferença relevante de idade entre ambos: 26 e 42 anos. Rosberg não se importa com o fato de atribuírem parte de seu melhor desempenho a esses 16 anos de diferença."Onde venço nossa competição é principalmente no ponto de freada das curvas lentas. Sou mais eficiente que ele, breco depois." É o que os dados de computador, a chamada telemetria, evidenciam.

 

E nessa luta particular, sempre bastante valorizada por Schumacher, Rosberg abriu enorme vantagem para o companheiro nas duas últimas temporadas. Se fosse seguir ao pé da letra o que dizia antes de parar de correr por três anos, de 2007 a 2009, Schumacher não prosseguiria na Fórmula 1 como fará em 2012, seu último ano de contrato com a Mercedes. "O dia que perder para meu companheiro compreenderei que será hora de me retirar." Esse mérito de batê-lo cabe a Rosberg.

 

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