Andy Wong/AP
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Verstappen reprova ultrapassagem de Vettel no Q3: 'Isso não é algo que você faz'

Holandês terminou treino classificatório em quinto, duas posições abaixo do piloto da Ferrari

Redação, Estadão Conteúdo

13 de abril de 2019 | 09h02

Uma polêmica foi criada neste sábado ao final do treino oficial de classificação para o GP da China, a terceira etapa da temporada de 2019, que marca a 1.000.ª corrida da história da Fórmula 1. O holandês Max Verstappen não gostou nem um pouco da atitude do alemão Sebastian Vettel nos instantes finais do Q3, a fase decisiva da atividade. O piloto da Red Bull se preparava para a última volta rápida quando foi surpreendido pelo rival da Ferrari, que fez uma ultrapassagem por fora para garantir melhor posicionamento na pista.

Diante do que aconteceu, Verstappen tirou o pé do acelerador ao ser superado por Vettel e teve dificuldades para recuperar a velocidade. A consequência foi que o holandês não conseguiu abrir a última volta rápida antes de o cronômetro zerar - assim como o companheiro de equipe, o francês Pierre Gasly, que ficou preso atrás.

"Eu só estava tentando seguir os carros da frente e ser legal", disse Verstappen. "Eu também poderia ultrapassar a Ferrari na minha frente (o monegasco Charles Leclerc), mas isso não é algo que você faz na classificação. Não estou feliz, mas o mundo vai dar voltas e eles vão receber suas partes de volta. Nós estávamos lutando pelo terceiro lugar. Quando você não consegue fazer sua última volta, você sabe que os que estão em volta rápida tem a chance de te ultrapassar", prosseguiu.

Verstappen ficou com a quinta colocação no grid de largada, mas acredita que pode melhorar na corrida deste domingo. "Eu ainda não sei. Todo mundo na minha frente vai largar com esses pneus (médios). Ainda precisamos ver o que vai acontecer durante a corrida. Eu não sei sobre a vitória, mas certamente vou tentar um pódio" destacou.

Do outro lado da polêmica, Vettel disse que não se arrepende de ter ultrapassado Verstappen antes de abrir a sua segunda volta rápida no Q3. O alemão foi avisado de que havia a chance de não cruzar a linha de chegada a tempo e que por isso precisou reagir ao sentir que os outros pilotos não tinham percebido a adversidade da situação.

"Todo mundo fez mais ou menos os mesmos cálculos, então todos buscamos o mesmo espaço", afirmou o alemão. "Quando você está no fim desse trem, como eu estava, as coisas ficam um pouco difíceis. Quando a equipe me falou que eu só tinha uma margem de 10 segundos para cruzar a linha de chegada a tempo, eu precisei pensar em alguma coisa", relatou.

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