Benoit Tessier/Reuters
Benoit Tessier/Reuters

Vettel admite inferioridade da Ferrari, mas promete reação no GP de Mônaco

Alemão e seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, estão muito atrás de pilotos da Mercedes no Mundial

Redação, Estadão Conteúdo

22 de maio de 2019 | 18h06

Com um desempenho muito abaixo do esperado, a Ferrari tentará vencer o GP de Mônaco para não deixar a Mercedes, hegemônica neste início de temporada da Fórmula 1, disparar ainda mais no Mundial de Pilotos e de Construtores. O alemão Sebastian Vettel admitiu nesta quarta-feira que o rendimento da escuderia italiana tem sido ruim e sinalizou que ele e seu companheiro Charles Leclerc precisam reagir logo.

"Outros pilotos fizeram um trabalho melhor do que nós", admitiu Vettel nesta quarta-feira. "Houve alguns sinais negativos para nós, certamente", completou.

Tetracampeão da F-1, Vettel é o quarto na classificação geral, com 64 pontos, atrás do holandês Max Verstappen, da Red Bull. Leclerc é o quinto e tem 57 pontos. Os dois estão muito atrás do inglês Lewis Hamilton, o líder, com 112 pontos, e do finlandês Valtteri Bottas, segundo colocado, somando 105. A dupla monopolizou as vitórias nas cinco primeiras provas da temporada ao fazerem dobradinhas em todas as corridas.

Mesmo assim, o piloto alemão insiste que a Ferrari pode começar a reverter o declínio e elevar o moral com uma vitória no circuito tradicional monegasco. "Nós merecemos um bom resultado, pelo bem de todos", afirmou Vettel. "Estamos trabalhando duro, não é como se estivéssemos deitados ao sol nas últimas duas semanas."

O tetracampeão lutou pelo título nas duas últimas temporadas e ficou para trás na segunda metade do campeonato. Seu rival, Hamilton, acabou levando os dois títulos para a Mercedes. Neste ano, a Ferrari acumula problemas e não consegue deslanchar. Leclerc teve que lidar duas vezes com as instruções da equipe para favorecer Vettel, apesar de ser o piloto mais rápido em um dos casos.

Leclerc tem uma motivação extra para vencer pela primeira vez na carreira e desbancar o domínio da Mercedes no domingo. Ele é natural de Montecarlo e correrá em casa, com o apoio dos torcedores.

"É uma grande honra para mim estar dirigindo nessas ruas e, ao mesmo tempo, é realmente muito estranho, porque estas são as mesmas ruas em que eu pegava o ônibus para ir à escola quando eu tinha cinco ou seis anos", afirmou o jovem piloto.

CAUTELOSO, MAS MOTIVADO

Vencedor de duas das cinco provas neste ano, Bottas não costuma ter sorte em Montecarlo, onde nunca subiu no pódio e tem como melhor resultado um quarto lugar em 2017. Ele adotou cautela antes da corrida, mas, dado o ótimo desempenho recente, se disse motivado para triunfar pela primeira vez em Mônaco.

"Eu não tive grandes corridas aqui, mas com certeza estou almejando mudar isso", declarou. "Foi um começo de ano muito promissor para nós como uma equipe, mas também temos que lembrar que o Monaco é um circuito realmente único e precisa de diferentes tipos de coisas do carro para ser rápido. Estamos um pouco cautelosos, mas também muito motivados para mudar esse cenário aqui e nos apresentarmos bem", acrescentou.

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