Vincent Thian/AP
Vincent Thian/AP

Vettel chora no pódio, lembra Schumacher e sonha com título

Com vitória do alemão, Ferrari sobe para 2ª no campeonato

Estadão Conteúdo

29 Março 2015 | 10h01

A sensação era de déjà vu, mas o fato era novo. Com a vitória de Sebastian Vettel, pela Ferrari, no GP da Malásia, neste domingo, a Fórmula 1 voltou a ver um alemão regendo o hino italiano no alto do pódio. Não é preciso ser um expert em automobilismo para lembrar das tantas vezes que Michael Schumacher fez o mesmo e entender a referência. 

Vettel também recordou do heptacampeão e isso causou uma emoção especial no piloto de 27 anos, que venceu pela 40.ª vez na carreira - a primeira desde 2013 - e ficou a um triunfo de se igualar a ninguém menos que Ayrton Senna. Só o brasileiro, Prost e Schumacher têm mais vitórias que ele na história da F-1.

"Faz tempo que não fico no lugar mais alto do pódio e é minha primeira vitória com a Ferrari. Estou sem palavras. Foi uma grande mudança para mim e fui recebido de maneira incrível desde o começo, pela equipe e pelos torcedores", lembrou Vettel, que se emocionou antes de subir ao pódio e também na cerimônia.

O alemão penou com a Red Bull na temporada passada, quando só conseguiu quatro pódios (terceiro lugar na Malásia, no Canadá e no Japão e segunda posição em Cingapura). Na nova equipe, voltou a vencer uma corrida, algo que não acontecia desde os incríveis nove triunfos seguidos ao fim da temporada 2013, quando foi campeão.

"O ano passado não foi bom para mim. Tínhamos um bom carro, mas dificuldades para extrair a performance. Eu me lembro que quando o portão se abriu para mim em Maranello foi um sonho. Lembro de quando era criança e olhava o Michael (Schumacher) por cima do muro", contou Vettel, claramente emocionado.

A felicidade tinha múltiplos motivos. Afinal, Vettel não só voltou ao primeiro lugar, conquistando sua primeira vitória com a Ferrari, como mostrou ser possível vencer a Mercedes na pista, sem depender de quebras, chuva ou qualquer outro tipo de anormalidade.

"Vencemos eles na pista, de forma justa, tivemos um grande carro, e é por isso que estou um pouco emocionado", comentou o alemão, que reforça um sonho: "Eu espero que seja possível ser campeão. Foi por isso que assinei. É minha missão levar o campeonato de volta para Maranello"

Até o GP da China, próxima etapa da temporada, são dois finais de semana. Tempo para a Ferrari fazer ajustes para se aproximar ainda mais de Mercedes. Antes, porém, Vettel só quer uma coisa: beber. "Sabemos que esses caras são fortes e difíceis de bater e que ainda temos muito trabalho pela frente, mas hoje não quero saber, quero ficar bêbado e celebrar. Não estou nem aí."

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