Daniel Teixeira/Estadão
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Vettel diz que sucesso não se deve apenas ao bom carro

SÃO PAULO - A pressão para conquistar o título não abalou o bom humor de Sebastian Vettel. O piloto alemão esbanjou tranquilidade até diante de perguntas mais duras na entrevista coletiva de apresentação do GP do Brasil de Fórmula 1, nesta quinta-feira, em Interlagos. Ele mostrou cautela em relação à briga pelo troféu da temporada e rejeitou a ideia de que só está fazendo sucesso no campeonato por causa do bom carro da Red Bull.

Felipe Rosa Mendes, Agência Estado

22 de novembro de 2012 | 17h26

"Acho que nunca houve no passado alguém que tenha feito bastante sucesso em um carro ruim. É natural que em algum momento você tenha um bom piloto em uma boa equipe. Aí você terá uma forte combinação, que é difícil de ser superada", afirmou o líder do campeonato, rebatendo críticas veladas ao seu desempenho neste ano - recentemente, o rival Fernando Alonso disse que estava competindo apenas contra Adrian Newey, o incensado engenheiro responsável pelo carro da Red Bull.

Sem se abalar com os comentários negativos, Vettel minimizou a declaração de Bernie Ecclestone, o chefão da Fórmula 1, de que o alemão não seria um campeão carismático. Ao ser comparado com vencedores do passado, ele disse que os pilotos aposentados viveram outro momento na categoria. "Em 1984, Keke Rosberg estava fumando no pódio. Hoje as pessoas já ficam agitadas se você não usa linguagem apropriada no pódio", alfinetou o atual bicampeão mundial, ao fazer menção à advertência que recebeu por comemorar o terceiro lugar em Abu Dabi com palavrões no pódio.

Vettel também não perdeu o bom humor quando questionado se Felipe Massa seria um bom companheiro de equipe, na esteira da polêmica decisão da Ferrari de trocar o câmbio do brasileiro para forçar uma punição e beneficiar Alonso na etapa passada. "Depois de ver como ele ficou no domingo à noite, em Austin (palco do GP dos Estados Unidos), não posso dizer que Felipe seria um bom companheiro de time", brincou o alemão, ao comentar a insatisfação de Massa com a ajuda indireta que deu a Alonso.

O piloto alemão ainda se divertiu com a companhia do compatriota Michael Schumacher, sentado do seu lado na entrevista desta quinta-feira. O veterano faz sua despedida definitiva da Fórmula 1 neste fim de semana. "Ele foi meu herói de infância. Seria legal ele tapar os ouvidos agora [por causa dos elogios]. Ele foi minha verdadeira inspiração lá trás. Para mim e muitos outros. Tive a honra de conhecê-lo quando ainda era criança", comentou Vettel.

Favorito ao título, por ter 13 pontos de vantagem sobre o vice-líder Alonso, Vettel garante o tricampeonato da Fórmula 1 se chegar ao menos em quarto lugar no GP do Brasil, prova que encerra a temporada e acontece no domingo, a partir das 14 horas, em Interlagos.

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