Valdrin Xhemaj/EFE
Valdrin Xhemaj/EFE

Vitória dá vida nova a Barrichello no ano e no mercado

Fim do jejum na Fórmula 1 recoloca o piloto brasileiro na disputa pelo título em 2009 e por emprego

Livio Oricchio, enviado especial de O Estado de S. Paulo,

24 de agosto de 2009 | 09h07

VALÊNCIA - A vitória no GP da Europa de Fórmula 1 era tudo o que Rubens Barrichello precisava. Não só pelo fim do jejum de 84 GPs sem vitórias, mas pela volta à vice-liderança da classificação (tem 54 pontos, 18 a menos que o companheiro Jenson Button) e pensando até no futuro. Sim, onde ele vai correr no ano que vem.

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"O campeonato está aberto, sim. E, claro, nesse momento de negociações (visando 2010), um resultado desses ajuda", afirma, muito emocionado, como sempre. "Ainda é uma diferença grande para o Button, 18 pontos, restam seis provas, mas tenho sido mais rápido nas classificações e nas corridas, como ele foi melhor no começo do ano."

A equipe que ele defenderá é dúvida. Embora esteja na Brawn GP, é cogitado como opção para as novatas USF1, Manor GP e Campos GP, pela experiência. Na equipe inglesa, fala-se que pode ser substituído por Kimi Raikkonen, hoje na Ferrari. O brasileiro não confirma nada. Seu atual contrato com o time termina no fim desta temporada.

PRÓXIMO

"O desafio, agora, é o GP da Bélgica [já no fim de semana], onde penso que a Red Bull será bem mais veloz. Lá costuma ser frio. Ao adotar algumas soluções mais antigas no carro andamos para a frente, voltamos a ser competitivos", diz, lembrando que a Brawn GP voltou a correr com o carro na configuração do começo do ano.

Rubinho não escondia ainda que estava feliz por seus filhos com a vitória em Valência. "O Eduardo (8 anos) e o Fernando (5) eram pequenos, ainda, na última ocasião. Hoje eles entenderam o significado de eu vencer. A Silvana (esposa) me contou que eles pulavam em cima do sofá."

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