Vitória de Brack frustra a Honda

Foi uma frustração para os japoneses a festa do sueco Kenny Brack, da Rahal, em sua primeira vitória pela Fórmula Indy, hoje, no GP do Japão. O resultado manteve a hegemonia dos carros de motor Ford no circuito oval de Motegi: a montadora norte-americana venceu todas as quatro provas realizadas no local. "I?m sorry, Honda", desculpou-se, diante de todo o público, o brasileiro Hélio Castro Neves, da equipe Penske, que corre com motor da japonesa Honda, ao receber o prêmio pelo segundo lugar. Brack agora é líder do campeonato, com 49 pontos, seguido de Hélio, com 47.O pódio do GP de Motegi também teve a presença do irreverente Tony Kanaan, da Mo Nunn. O baiano de Salvador fez excelente corrida e chegou na terceira posição, depois de liderar boa parte da prova. Logo atrás dele, outro brasileiro, Christian Fittipaldi, da Newman-Haas.O pedido de desculpas de Hélio foi um exagero. Na verdade, Brack esteve irrepreensível e ganhou com méritos. Mas o sentimento em Motegi durante toda a semana era o de que, finalmente, a Honda conseguiria obter sucesso no circuito que ela adquiriu por US$ 200 milhões, em 1997.A convicção da vitória aumentou logo na primeira volta, quando dois brasileiros que utilizam o motor rival Toyota, o até então líder da temporada, Cristiano da Matta (Newman-Haas), e o novato Bruno Junqueira, da Chip Ganassi, abandonaram a prova. O carro de Cristiano foi atingido pelo de Max Papis (da Rahal), no momento em que Junqueira rodava na pista e fazia duas manobras perigosas para tentar voltar à corrida, o que acabou não acontecendo.Hélio largou na pole position e manteve a posição até o primeiro pit stop. Depois, retomou a liderança, mas sucumbiu diante da força do carro de Brack, que assumiu a ponta na 85ª volta da corrida, de um total de 201. A partir daí, a disputa ficou mais acirrada entre o sueco e Tony Kanaan. Pouco antes, o canadense Paul Tracy deixou a prova por causa de problemas de câmbio no carro da equipe Kool.Os vencedores do GP de Motegi em 1998 e 1999 (Adrian Fernandez) e 2000 (Michael Andretti) também voltaram mais cedo para os boxes, devido a imprevistos semelhantes ao de Tracy. A mesma falta de sorte teve o brasileiro Gil de Ferran, da Penske. Ele estava em terceiro, quando seu carro sofreu uma pane no câmbio, a sete voltas do fim. Naquele instante, Tony, em terceiro, aproximava-se de Hélio, que teria de fazer mais um pit stop. Mas o francês Nicolas Minassian (da Chip Ganassi) derrapou, provavelmente no óleo derramado pelo carro de Gil, e bateu no muro, numa curva do circuito. Com o acidente, as bandeiras amarelas surgiram na pista até a penúltima volta. Isso permitiu a Hélio dosar o combustível de seu Penske para garantir o segundo lugar.Classificação da prova: 1º Kenny Brack (Suécia) - 1h44m48s 2º Helio Castro Neves (Brasil) - a 3s650 3º Tony Kanaan (Brasil) - a 1 volta 4º Christian Fittipaldi (Brasil) - a 1 volta 5º Jimmy Vasser (EUA) - a 1 volta 6º Max Papis (Itália) - a 1 volta 7º Alex Zanardi (Itália) - a 2 voltas 8º Shinji Nakano (Japão) - a 2 voltas 9º Scott Dixon (Nova Zelândia) - a 3 voltas 10º Roberto Moreno (Brasil) - a 3 voltas 11º Michel Jourdain Jr. (México) - a 4 voltas 12º Mauricio Gugelmin (Brasil) - a 4 voltas 13º Gil de Ferran (Brasil) - a 7 voltas 14º Oriol Servia (Espanha) - a 10 voltas 15º Nicholas Minassian (França) - a 11 voltas

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