Andrew Boyers/AFP
Andrew Boyers/AFP

Williams anuncia venda da equipe de Fórmula 1 para fundo de investimento dos EUA

Segundo a chefe do time, Claire Williams, a operação garante o funcionamento e o futuro da organização em um longo prazo, família fica com 52,3% do time

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2020 | 09h13

Uma das equipes mais tradicionais da Fórmula 1, a Williams tem um novo dono. Nesta sexta-feira, em um comunicado oficial, a escuderia inglesa anunciou a venda para a Dorilton Capital, um grupo de investimento dos Estados Unidos, após revelar no final de maio passado que estava considerando uma negociação parcial ou total como forma de aliviar a pressão financeira. Os valores não foram divulgados.

Segundo a chefe do time, Claire Williams, filha do fundador Frank Williams, a operação garante o funcionamento e o futuro da organização em um longo prazo. "A Revisão Estratégica foi um processo útil e provou que tanto a Fórmula 1 quanto a Williams têm crédito e valor. Agora chegamos a uma conclusão e estamos muito felizes que a Dorilton é a nova dona da equipe. Quando iniciamos o processo, queríamos encontrar um parceiro que dividia a mesma paixão e valores, e que reconhecia o potencial da equipe, podendo colocá-lo em prática", disse. A empresa pediu empréstimo no mercado de R$ 320 milhões nesta temporada. Ano passado, teve prejuízo de 13 milhões de libras (cerca de R$ 86 milhões) - em 2018, no entanto, teve lucrado 16 milhões de libras (R$ 106 milhões).

A Dorilton Capital é um grupo de investimento privado cuja sede fica em Nova York e tem envolvimento em setores como saúde, engenharia e manufatura. O anúncio confirmou também que não há planos para mudar o nome da equipe ou do chassi, com o novo dono reconhecendo "a importância de respeitar e manter a herança deixada pelos Williams". Não há também planos para realocar a fábrica da equipe de sua base em Grove, na Inglaterra.

"É o fim de uma era para a Williams como uma escuderia familiar (...) mas esta venda garantirá a sobrevivência da equipe e, mais importante, oferecerá o caminho para o sucesso", comentou Claire Williams no comunicado oficial da escuderia inglesa.

Matthew Savage, presidente-executivo da Dorilton Capital, falou sobre a negociação. "Estamos felizes por termos investido na Williams, e estamos muito animados pela perspectiva que o negócio traz. Acreditamos que somos os parceiros ideais para a companhia devido ao nosso estilo de investimento flexível e paciente, que permitirá à equipe focar em seu objetivo de voltar ao topo do grid", afirmou.

A Williams vinha sofrendo com uma grande queda na receita nos últimos anos, devido a uma perda de performance do carro que a levou ao fundo do Mundial de Construtores nas últimas duas temporadas. Mas sua performance tem se mostrado melhor ao longo de 2020. O britânico George Russell e o canadense Nicholas Latifi conseguem rivalizar mais frequentemente com a Haas e a Alfa Romeo, um passo adiante em comparação com 2019.

Para ter mais esperanças de melhora, na última quarta-feira as 10 escuderias da Fórmula 1 aceitaram uma revisão dos acordos que regem a competição desde os anos 1980, o chamado Pacto de Concórdia. As modificações incluem uma distribuição de renda mais equitativa entre as equipes para diminuir a desvantagem nas pistas. Frank Williams ainda ficará com 52,3 da escuderia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.