Williams confirma Pizzonia na Bélgica

No momento mais oportuno possível, quando o mercado de pilotos está perto de se definir, Antonio Pizzonia tem outra chance de mostrar que pode ser titular de uma equipe de Fórmula 1. A Williams confirmou, nesta terça-feira, que o amazonense vai disputar, neste domingo, o GP da Bélgica, 16.º da temporada, no circuito de Spa-Francorchamps, prova em que Fernando Alonso, da Renault, pode conquistar o título mundial. No ano passado, com Williams também e na mesma pista, Pizzonia realizou seu melhor trabalho na Fórmula 1. O alemão Nick Heidfeld, a quem o brasileiro substitui, ainda convalesce do acidente sofrido no último dia 25, no circuito de Monza. Os médicos examinaram Heidfeld, nesta terça, e decidiram vetar sua participação na corrida de domingo. No último dia de treinos coletivos em Monza, há quase duas semanas, ele bateu forte na curva di Lesmo. A desaceleração foi violenta. Por esse motivo, depois do primeiro treino livre do GP da Itália, na última sexta-feira, Heidfeld sentiu fortes dores de cabeça, nas costas e vertigem. Pizzonia assumiu o carro, no sábado. Apesar da melhora no quadro, nesta terça, o alemão não poderá submeter-se às violentas acelerações experimentadas nos velozes e seletivos 6.976 metros de Spa. Em Monza, no domingo, Pizzonia aproveitou com brilhantismo a chance de correr no seu lugar, mesmo iniciando a prova em condições bem desfavoráveis, quase sem treinos. Se, neste domingo, repetir a ótima performance de Monza e do GP da Bélgica do ano passado, o amazonense, que domingo completará 25 anos, pode sensibilizar, por exemplo, o próprio Frank Williams ou a direção da BMW, que ainda não tem piloto para sua equipe em 2006. A BMW comprou a Sauber. Na Williams, Heidfeld pode sair para a BMW e Jenson Button, já de contrato assinado com a Williams, tem possibilidades de permanecer na BAR. Nesse caso haveria uma vaga também na Williams. Nos 16 GPs que Pizzonia disputou até hoje, o da Bélgica de 2004 foi o melhor, ainda que tenha abandonado. Por quase não ter treinado de manhã com o asfalto molhado, no sábado da classificação em Spa, em razão de problemas com o carro, Pizzonia não foi além da 14.ª colocação no grid. Mas, ao longo da corrida, seu desempenho chamou a atenção de todos. Ultrapassou o próprio companheiro de Williams, Juan Pablo Montoya, no erro do colombiano nas curvas chamadas Bus Stop, e assumiu o 3.º lugar na 31.ª volta de um total de 44. Mas, logo em seguida à 2.ª parada nos boxes, a transmissão quebrou depois da Eau Rouge. O pódio parecia na mão. O jornal semanal SportAutoMoto divulgou, nesta terça, que o GP da Itália, no último domingo, foi assistido por 7 milhões e 939 mil telespectadores. Na edição de 2004, foram 10 milhões e 642 mil, ou seja, uma redução de 2 milhões e 700 mil telespectadores. A fase de poucos resultados da Ferrari tem sido apontada como a causa maior da queda de interesse dos italianos pela Fórmula 1. Já Ron Dennis, sócio e diretor-executivo da McLaren, advertiu seu principal piloto, Kimi Raikkonen, dos riscos de se transferir para a Ferrari no fim de 2006, quando acaba seu contrato. "Ele poderá ser um novo Chris Amon, que todos diziam ser um futuro campeão do mundo, mas sempre que mudou de equipe a encontrou no seu pior momento e não conquistou nada". Para Dennis, com a provável saída de alguns dos principais integrantes da Ferrari ao término do próximo Mundial, a escuderia deverá perder muito da sua força.

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