Williams muda assoalho na Áustria

Tanto Michael Schumacher, da Ferrari, quanto David Coulthard, da McLaren, líder e vice-líder do Mundial com 36 e 28 pontos, respectivamente, consideram que a equipe Williams vai lutar pela vitória no GP da Áustria, como nas provas de São Paulo e de Ímola. O que todos querem saber é quanto a Williams irá perder depois que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) exigiu que a parte final do assoalho do seu carro fosse modificada. As duas equipes adversárias protestaram e já nos treinos desta sexta-feira Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya terão um novo assoalho no modelo FW23. Um novo perfil extrator, que é aquela curvatura no assoalho, abaixo do aerofólio traseiro, é a novidade da Williams na Áustria. Não para melhorar a aerodinâmica, mas para possivelmente piorá-la.Charlie Whiting acatou o protesto da McLaren e Gavin Fisher e Geoff Williams, os projetistas da Williams, tiveram de refazer o seu perfil extrator, considerado por muitos como uma das razões do excelente desempenho do carro. Suas dimensões estariam um pouco acima das permitidas. "Aqui é também uma pista de muito motor e isso deve nos favorecer", lembrou Gerhard Berger, diretor da BMW. A Ferrari quantificou o uso do motor: "Nada menos de 71,4% do tempo o piloto permanece com o acelerador no curso máximo", explicou Ross Brawn, diretor-técnico dos italianos. "Será uma prova de fogo para os sistemas de controle de tração", diz.Berger confirmou nesta quinta-feira que a Williams vai correr com o controle de tração, o que não o fez em Barcelona. "Os testes de Valência permitiram desenvolvê-lo bem." Juan Pablo Montoya comentou a importância de completar as provas. Em Barcelona, pela primeira vez, chegou ao fim da corrida este ano e ainda classificou-se em segundo. "Corri duas vezes aqui na Áustria, de Fórmula 3000. Uma venci, em 1997, e na outra, na temporada seguinte, terminei em segundo." Os 4.326 metros do circuito A1-Ring, localizado próximo a Graz, no fim dos Alpes austríacos, reúne principalmente curvas de baixa velocidade. "Até de 1.ª marcha", explica Rubens Barrichello, da Ferrari. "O controle de tração será bem mais importante aqui que na Espanha", previu.Convite - Continuou repercutindo bastante na Fórmula 1, nesta sexta-feira, o convite que Silvio Berlusconi fez a Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, para ser seu ministro, da indústria ou do esporte. Se a Forza Italia, partido de Berlusconi, vencer a eleição dia 13, Montezemolo disse-lhe que então "conversariam." Como o resultado do pleito dá como certa a eleição de Berlusconi, nesta sexta-feira a imprensa italiana já levantava os nomes dos possíveis novos presidentes da Ferrari. O de Antonio Giraudo, atual diretor da Juventus de Turim, time de propriedade também da Fiat, como a Ferrari, é o que surge com mais força para substituir Montezemolo.

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