Williams perto de acordo com Ecclestone

Primeiro foi a Ferrari. Depois, Jordan e Red Bull. As três já assinaram com Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, a extensão do Acordo da Concórdia até o fim de 2012. Nesta segunda-feira, o jornal inglês The Times publicou que a Williams está próxima de se juntar ao grupo.A Minardi, adquirida pela Reb Bull, também se unirá a Ecclestone e já se fala que a Toyota mantém negociações avançadas com o dirigente que controla a Fórmula 1. O Acordo da Concórdia, na versão em uso, foi assinado em 1997. Como tem validade de 10 anos, terminará no fim de 2007. Ele determina,por exemplo, quanto por cento do dinheiro arrecadado por Ecclestone, proveniente da venda dos direitos de TV, deve ser repassado para as equipes. Por não concordarem mais com o porcentual acertado, os dirigentes da Renault, Toyota, BAR-Honda, BMW (como se chamará a Sauber), McLaren e Williams criaram uma empresa, a Grand Prix Manufactures Association (GPMA), a fim de elaborar um campeonato próprio. Falavam até em deixar a Fórmula 1. Ecclestone compreendeu a gravidade da situação e abriu os cofres. Em janeiro, pagou US$ 100 milhões para a Ferrari, como luvas, paraassinar a extensão do Acordo da Concórdia por mais 5 anos. Além disso, lhe repassará, todo ano, valor bem superior ao que a equipe recebia.Na semana passada, a GPMA anunciou que não concordava com Ecclestone e estava levando adiante seu projeto de Mundial próprio. Mas nesta segunda-feira a Williams distribuiu nota informando não fazer parte dessa iniciativa recente da entidade.Como a Williams necessita desesperadamente de dinheiro, depois de perder a BMW e o patrocínio da Hewlett-Packard, tendo ainda de pagar para usar os motores Cosworth em 2006, é possível que tenha se sentido tentada pela proposta de Ecclestone. As luvas que receberia irão lhe permitir completar um orçamento ao menos razoável para a próxima temporada.

Agencia Estado,

03 de outubro de 2005 | 15h46

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