Williams promete reação contra Ferrari

Ferrari, Williams e McLaren, as três equipes que disputam o título do campeonato, iniciam já nesta terça-feira nova série de testes visando as duas etapas finais da temporada, dia 28 em Indianápolis, nos Estados Unidos, e 12 de outubro em Suzuka, no Japão. E as três com os pilotos envolvidos diretamente na disputa, Michael Schumacher, da Ferrari, o líder do Mundial, com 82 pontos, em Jerez de la Frontera, Espanha, Juan Pablo Montoya, da Williams, vice-líder com 79, em Silverstone, Inglaterra, e Kimi Raikkonen, McLaren, terceiro, 75, no circuito inglês também.Domingo, depois da bela vitória de Schumacher em Monza, tanto Montoya quanto Haikkonen disseram que o resultado era já esperado: "Não estou surpreso, essa pista exige pouca pressão aerodinâmica nos carros, e eles são melhores nisso", comentou Montoya.Nesta segunda-feira foi a vez do diretor-técnico da Williams, Patrick Head, afirmar algo semelhante: "Nós seremos bem mais competitivos nos GPs dos Estados Unidos e do Japão", declarou. "Indianápolis e Suzuka exigem bem mais pressão aerodinâmica que Monza. As duas corridas serão bem distintas da que vimos na Itália."Com o segundo lugar de Montoya e o quinto de Marc Gene, a Williams manteve-se em primeiro entre os construtores, com 141 pontos, diante de 137 da Ferrari e 120 da McLaren. Ferrari, Williams e McLaren trabalharão até sexta-feira e depois também na semana que separa a prova dos Estados Unidos da do Japão.Guerra - Isso quer dizer que todo o grupo retorna da América do Norte para a Europa e em seguida viaja ao Japão, num enorme esforço logístico. A Michelin terá maior tempo agora para desenvolver os conceitos empregados nos novos pneus que estrearam em Monza, bem como a Bridgestone trabalhar melhor os pneus oferecidos à Ferrari na Itália, bem mais eficientes daqueles que vinham sendo usados até a Hungria. Dessa "guerra" pode vir o campeão do mundo.O resultado de Monza mostrou que a diferença de desempenho evidenciada principalmente pela Williams nas última corridas antes do GP da Itália não se explicava pelo uso de "pneus tão mais velozes e ilegais", como alegou o diretor-técnico da Ferrari, Ross Brawn. A Michelin tinha na Itália pneus novos e, mesmo com os velhos, com lembrou Head em Monza, a classificação não deveria ter sido diferente.Ninguém está levando a sério a ameaça do diretor-esportivo da Ferrari, Jean Todt, de tentar impugnar o resultado do campeonato se o seu time perder a luta com Williams e McLaren. A Ferrari protestou contra os pneus "que se alargavam" da Michelin. Só que a utilização desses pneus remonta ainda ao GP de San Marino de 2001, com lembrou Head. Todt comentou o fato para a imprensa francesa no fim de semana em Monza: "É um recurso que temos, solicitar a revisão de tudo depois da data. Tenho prazo até 30 de novembro para estudar o caso." Depois o dirigente afirmou: "Na realidade, prefiro ganhar na pista."Superstição ou não, Michael Schumacher resolveu voltar a usar o chassi de número 229 e deixar o 331, que estreou no GP da Grã-Bretanha, como reserva. Com o 229 ele havia vencido os GPs da Espanha, Áustria e Canadá. E agora da Itália.

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