Williams também crê em virada na F-1

Primeiro foi Michael Schumacher, na terça-feira, que afirmou ser possível a Ferrari vencer o GP da Europa, neste domingo. E, nesta quarta, Frank Williams, sócio e diretor-executivo da Williams, também projetou fins de semana diferentes para seu time daqui para a frente. ?O GP de Mônaco foi o nosso ponto de virada no campeonato. Provamos que podemos ser ainda competitivos e vencer.? Nick Heidfeld classificou-se, no último domingo, em segundo e Mark Webber, em terceiro, ambos seus pilotos. Ninguém da McLaren, a maior favorita para ganhar a sétima etapa do Mundial, declarou nada no circuito de Nurburgring, na Alemanha, onde nesta quarta fez calor de 26 graus e são esperados surpreendentes 30 graus para domingo. Das duas uma: ou Schumacher e Williams estão otimistas demais, ou ambos têm alguma grande novidade em seus carros já para esta quinta, quando começam os treinos livres do GP da Europa. É bem verdade que Schumacher e Rubinho, a dupla da Ferrari, e Heidfeld e Webber foram mesmo mais velozes que, por exemplo, o líder do campeonato, Fernando Alonso, da Renault, em Mônaco. Mas as condições eram bem particulares. Um erro da equipe francesa no acerto do modelo R25 quase pôs tudo a perder, já que seus pneus se degradaram rápido. Não dá para ninguém dizer que o ocorrido nas ruas do principado é o que deve acontecer domingo ao longo das 60 voltas do circuito alemão de 5.148 metros. Para as promessas de Schumacher e Williams se concretizarem, os dois terão de reverter completamente o histórico de suas escuderias este ano. Em seis etapas disputadas, a Ferrari somou 21 pontos e só obteve dois pódios: Rubinho terminou em segundo o GP da Austrália e Schumacher também em segundo, em Ímola. A Ferrari é a quinta entre os construtores. A líder é a Renault, com 63 e conquistou quatro vitórias. Já a Williams tem 35 pontos, quarta colocada, e Heidfeld chegou duas vezes no pódio e Webber, uma, o primeiro da carreira, no último domingo. Schumacher e Williams estão propondo que essa pouca eficiência, comparada com os melhores, pode ter acabado. Assim, de uma hora para a outra. A história da Fórmula 1 mostra que grandes mudanças dificilmente ocorrem de um GP para o seguinte. Parece provável que Eddie Irvine volte à carga no GP da Europa. Ele tem conversado direto com o russo Alex Schneider, proprietário da Jordan, e Paul Stoddart, da Minardi. Oficialmente, o irlandês não diz nada, mas nesta quarta a imprensa européia divulgou que ele é o representante de outro russo, Routsam Tariko, banqueiro, disposto a investir na Fórmula 1. Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, gosta de tipos folclóricos como Irvine, capaz de chamar a atenção da mídia. ?Eddie de volta faria barulho e incomodaria algumas pessoas?, falou Ecclestone. A FIA distribuiu nota, nesta quarta, informando que não deseja mais ampliar a pena da BAR. Por ter corrido, em Ímola, com um tanque que funcionava como lastro, segundo a entidade, a BAR foi suspensa das etapas de Barcelona e Mônaco. ?O caso está encerrado. Boa sorte à BAR nessas 13 provas que restam este ano?, diz o comunicado da FIA. A direção da Sauber e da BMW desmentiram notícia de que a montadora está adquirindo a equipe. ?Estamos negociando, sim, o uso dos motores BMW?, informou a assessoria de Peter Sauber. A organização suíça não mais utilizará motor Ferrari a partir de 2006. E Mario Thiessen, diretor da BMW, apesar das projeções otimistas de Frank Williams, não se cansa de culpar a Williams pelos maus resultados da associação Williams-BMW.

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