Williams tem de evoluir, diz Montoya

O colombiano Juan Pablo Montoya deixou de lado sua habitual ousadia ao falar das suas expectativas para a temporada 2002 na equipe Williams. Segundo o piloto, que esteve hoje na Capital durante o lançamento do programa Petrobrás de Esporte Motor, ainda é cedo para falar se sua escuderia terá um carro suficientemente bom para competir com as Ferraris de igual para igual no ano que vem. "Ao que parece, ela (a Ferrari) está desenvolvendo com um motor que deixa o carro mais rápido e, ao mesmo tempo mais leve, o que mostra um avanço do modelo de 2001 para o de 2002", avalia Montoya. Segundo o piloto colombiano, somente será possível avaliar a capacidade de sua Williams com relação à concorrente italiana quando os dois modelos puderem se confrontar na pista. Montoya admitiu que sua equipe terá de evoluir para ser mais competitiva em 2002. "Acho que o maior problema que temos atualmente é a confiabilidade", avalia o piloto, lembrando que sua Williams teve bom desempenho em várias provas da temporada mas nem sempre apresentou a resistência necessária para chegar ao final da corrida. O colombiano ressalta que a durabilidade não é o único problemas a superar. "Acho que uma das coisas mais complicadas para nós será melhorar nossa down force (o uso adequado da asa traseira do carro para que ele ganhe maior estabilidade sem perda de velocidade)", diz Montoya. Sem passeio - Depois de falar do carro, a velha ousadia do colombiano voltou à tona. Perguntado sobre as críticas que teria recebido de outros pilotos da Fórmula 1, que o consideram imprudente ao volante, Montoya foi direto. "Sou agressivo sim. Estou aqui para competir e não para passear", diparou. Como é de praxe, o piloto falou de seu relacionamento com seu companheiro de equipe, Ralf Schumacher. "Fora das pistas não somos os melhores amigos, mas posso dizer que na equipe temos uma relação boa tecnicamente", resumiu Montoya. Ao falar de Rubens Barrichello, o piloto da Williams ressalta que o brasileiro tem condições de ser um campeão mas suas dificuldades são grandes por causa do esquema de trabalho da Ferrari, que concentra 100% da sua atenção em Michael Schumacher.

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