Williams tem prioridade sobre Montoya

O tradicional encontro anual dos integrantes da equipe Ferrari com a imprensa começa só nesta quarta-feira, nos Alpes italianos, mas desde terça-feira o clima esquentou, apesar da temperatura de 11 graus negativos. O diretor esportivo da escuderia teve de desmentir publicamente que a Ferrari não procurou o colombiano Juan Pablo Montoya, a fim de contratá-lo, como a BBC, rede de comunicação inglesa, divulgou segunda-feira. "Nós nunca conversamos com Montoya, apesar da ótima impressão deixada por ele no seu primeiro ano de Fórmula 1, pela Williams." Os jornais italianos exploraram a informação da imprensa inglesa, o que provocou a reação da direção da Ferrari. Os comentários davam conta de que Montoya poderia substituir Rubens Barrichello na temporada de 2003. O que nem todos sabem é que o piloto de Bogotá tem compromisso com a Williams até o fim de 2003 e a opção sobre sua permanência no time inglês depende apenas de Frank Williams. A opção sobre o futuro de Montoya está nas mãos do dirigente, que certamente não o irá liberar para seu maior adversário. O colombiano, por sua vez, já declarou várias vezes que "jamais" dividiria uma equipe com Michael Schumacher, por considerar seu método de trabalho "ridículo." Para ele, não há sentido pilotar para uma equipe onde tudo é feito para o alemão ser campeão. Michael tem contrato com a Ferrari até o fim de 2004. Há também a questão do veto de Michael, que poderia perfeitamente não concordar, caso Montoya estivesse liberado, o que não é o caso, com sua contratação. E o que Michael diz na Ferrari é lei. Montoya, que tem o perfil ideal do piloto Ferrari, por sua agressividade, latinidade, competência, pode até vir a defender a escuderia de Maranello, mas com certeza não a curto prazo. Por ter contrato com a Williams, por não aceitar ser o companheiro de Michael e por também ser vetado pelo alemão, já seu desafeto, pelas ocorrências da temporada passada.

Agencia Estado,

15 de janeiro de 2002 | 18h41

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