Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Zonta não desiste dos pontos na estreia da Stock Car

Ele cruzou a linha de chegada em primeiro, mas por ter perdido o capô do carro foi desclassificado da prova

Bruno Winckler, Agencia Estado

30 de março de 2009 | 20h28

O piloto paranaense Ricardo Zonta não desistiu dos pontos que perdeu após ser eliminado na prova de abertura da Stock Car, no último domingo, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Ele cruzou a linha de chegada em primeiro, mas por ter perdido o capô do carro, foi desclassificado dando a vitória a Paulo Salustiano.

"Se tivesse acontecido só comigo, a decisão estaria correta, mas 12, 13 carros tiveram o mesmo problema", disse Zonta. O piloto entrou com pedido de anulação da decisão da direção da prova na Confederação Brasileira de Automobilismo e espera uma resposta dos dirigentes em 30 dias.

A Vicar, organizadora da Stock Car, respeita a decisão de Zonta, mas não pretende voltar atrás na punição aos pilotos dos carros que perderam o capô. Além de Zonta, Marcos Gomes, Willian Starostik e Daniel Landi foram desclassificados por não obedecerem a direção da prova. Quando seus capôs voaram eles deveriam voltar aos boxes. "Para que eu voltaria ao box se não tinha um capô reserva para colocar no meu carro?", indagou Zonta.

Outros pilotos que tiveram o mesmo problema, mas que entraram nos boxes, perderam 20 segundos do seu tempo de prova. "Se eu tivesse tido a mesma punição, seria o sétimo classificado", completou Zonta.

O principal argumento do piloto para ter seu apelo atendido é o de que todas as equipes ainda faziam ajustes nos carros e que antes da primeira etapa não haviam sido testados em nenhuma corrida. Não tinham sido, por exemplo, postos à prova em uma disputa por posição, quando toques são frequentes.

"Na Stock sempre houve toques, mas isso nunca foi recomendado. As equipes e os pilotos terão de se preocupar em se tocar menos para evitar esse tipo de problema", disse Gusta Lehto, engenheiro da JL, empresa que projetou o novo carro da categoria.

"Ninguém quer que isso continue assim, mas nem todos os carros perderam os capôs. Estamos trabalhando em uma nova presilha que fixe melhor na tampa do carro na etapa de Curitiba, dia 12 de abril", disse o engenheiro. "Algumas equipes até fizeram um trabalho para facilitar a retirada do capô para eventuais trocas no motor e isso pode ter causado toda essa confusão", concluiu.

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