Zonta o mais rápido na World Series

Ricardo Zonta, da equipe Gabord, líder da Telefonica World Series, foi nesta sexta-feira o mais veloz nos treinos livres para a sétima e oitava etapas que estão sendo disputadas no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha, com o tempo de 1min23s278, média de 173,1 km/h. Seus dois maiores adversários na luta pelo título, o belga Bas Leinders, da KTR, vice-líder, 47 pontos atrás (205 a 158), ficou apenas em 12º, com 1min24s404, enquanto o francês Franck Montagny, da Racing Engineering, terceiro na classificação geral com 155 pontos, obteve a quinta melhor marca, 1min23s701. Neste sábado serão definidos os grids das duas corridas de domingo. Como o regulamento exige o descarte dos quatro piores resultados da temporada e a cada rodada são realizadas duas etapas, é grande o número de combinações que estendem a definição do título para as duas provas finais do ano, dia 1º de dezembro em Curitiba e dia 8 em Interlagos, São Paulo. Zonta gostou do comportamento de seu Dallara-Nissan, nesta sexta: "Temos um bom acerto básico para a pista, tanto que ganhamos na abertura da World Series, aqui mesmo." Rodrigo Speracifo, que este ano correu pela Durango na Fórmula 3000, substitui o espanhol Angel Burgueno, ferido numa corrida de kart, na equipe Repson Meycom. Nesta sexta Rodrigo fez o 16º tempo, 1min24s630. O outro brasileiro na World Series, Tuka Rocha, companheiro de Zonta, registrou a 17ª marca do dia, 1min24s718. LAUDA - Bastante discreto, quase anônimo, um rapaz magro, loiro, observava à distância, mas com muita atenção, tudo o que se passava nos boxes das escuderias da World Series. Ele é Mathias Lauda, 21 anos, filho do austríaco Niki Lauda, um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1, três vezes campeão do mundo e hoje diretor geral da Jaguar. Mathias disputa a Fórmula Nissan 2000 e este é o seu primeiro ano no automobilismo. A melhor colocação foi 5º, em Magny-Cours, na França. "Eu sempre disse a meu pai que eu queria correr, mas ele nunca me deixou. Falava que eu tinha de estudar e ponto final", conta Mathias. "Hoje eu sei que é por causa da minha mãe (Marlena), que o mataria se ele conduzisse eu e meu irmão (Luca, 23 anos) para as pistas." O primeiro teste de Mathias ocorreu à revelia do pai e da mãe. "Eu o fiz escondido, ano passado, em Brno (República Tcheca), com um Ford Puma, de turismo, e um Fórmula Ford velho." Os resultados foram tão bons, segundo o piloto que reside em Barcelona há 6 anos e fala espanhol já sem sotaque, que quando contou a história a seu pai ganhou de presente um teste na Fórmula 3 inglesa. "Ele me disse que eu então faria esse teste com um time profissional para ver se, de fato, eu tinha talento." Como os melhores registravam na pista de Pembrey tempos na casa de 50 segundos e eu virei 51, meu pai concordou que eu tentasse a carreira." Os problemas, no entanto, estavam apenas começando. "Minha mãe ficou doente mesmo. Hoje está melhor, mas eu tenho de ligar para ela ao fim de cada dia de treino ou corrida." Segundo Mathias, Marlena nunca lhe perguntou qual foi a sua classificação. "Só quer saber se eu estou bem, não me feri." Seu sonho? "Como o de todo piloto aqui é chegar na Formula 1." Niki Lauda mantém-se afastado do seu projeto. "Ele não move um dedo para me ajudar, nem para encontrar patrocinador. O máximo que faz é me ligar de vez em quando, ou esclarecer minhas dúvidas quando eu o chamo."

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