Tasso Marcelo/Estadão
Tasso Marcelo/Estadão

Aguardando cirurgia, Mari diz ainda pensar na seleção de vôlei

Ponteira vai reconstituir os ligamentos do joelho esquerdo, rompidos durante jogo no mês passado

LEONARDO MAIA, Agência Estado

18 de março de 2013 | 18h24

RIO - Uma dura caminhada de sete meses aguarda por Mari. A ponteira do Fenerbahce terá reconstituídos os ligamentos do joelho esquerdo, rompidos durante jogo do time turco, no mês passado. Serão vários meses longe da bola, das quadras e da adrenalina da competição. Em seu lugar, um aborrecido e doloroso trabalho de reabilitação, muitas horas de fisioterapia. Mas a jogadora de 29 anos não demonstra desânimo.

Nem mesmo depois de um ano de decepções. A maior delas o corte da seleção de vôlei às vésperas de Londres 2012, onde suas companheiras conquistaram o bicampeonato olímpico. Mari viu do sofá suas amigas, medalha no peito, dedicarem o título a ela.

A paulista se abateu, criticou abertamente o técnico José Roberto Guimarães e foi se aventurar na Turquia. Pouco jogou, vítima de lesões seguidas. Talvez esta cirurgia e o longo processo de recuperação vá ser benéfico, em sua opinião. Mari valoriza mais os 10 anos em que representou o País. Quer voltar mais forte, mental e fisicamente. A seleção ainda está em seus planos.

"Não posso pensar em seleção este ano. Tenho primeiro que me recuperar. Mas certamente no ano que vem eu vou pensar (em retornar à seleção). Preciso conversar com o Zé (Roberto) e ver se estou disposta a enfrentar mais um ciclo olímpico", disse Mari, que vai se submeter à cirurgia na semana que vem, no Rio.

A ponteira contou que ainda não conversou com Zé Roberto, nem o procurou depois do atrito causado pelo seu corte. "Mas tenho certeza que se eu ligar ele vai me atender normalmente e me ouvir."

Mas isso é para depois. No momento, o objetivo de Mari é simplesmente voltar a jogar, seja pela seleção, pelo Fenerbahce ou por qualquer outro clube, de preferência um time do Brasil.

Em 2010 ela sofreu a mesma lesão, no joelho direito. Se recuperou, mas a oscilação em seu desempenho foi um dos motivos de seu corte no ano passado, aliada a desentendimentos com companheiras de equipe.

"A segunda vez é mais tranquila, nesse aspecto de que você sabe o que vai enfrentar. É uma recuperação muito chata, uma fisioterapia muito dolorosa. Mas estou muito nova para pensar em parar de jogar. Meu corpo se recupera rapidamente de lesões graves", ressaltou a jogadora.

Mari tem contrato com o clube turco até maio. A insegurança de ficar sem contrato em meio a uma grave lesão não a preocupa. Mari supera problemas físicos desde o início da carreira, incluindo uma lesão no ombro direito que custou a carreira de muitos atletas do vôlei.

Tudo o que sabemos sobre:
vôleiMari

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.