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Após eliminação na Superliga, Gustavo anuncia aposentadoria

Jogador do Canoas e da seleção dá adeus às quadras aos 39 anos

Estadão Conteúdo

18 Março 2015 | 10h37

Um dos principais jogadores responsáveis pelo reerguimento do voleibol brasileiro no início dos anos 2000 escreveu a última página de sua carreira nas quadras na noite da última terça-feira. Após a eliminação do Canoas para o Taubaté nas quartas de final da Superliga, o central Gustavo anunciou sua aposentadoria, aos 39 anos. Inicialmente, titubeou, mas depois confirmou que está deixando a carreira de atleta profissional.

"Deve ser meu último jogo. Foi meu último jogo. Minha mulher deve estar em casa já chorando porque não vai mais me ver nas quadras, mas fica uma carreira muito bonita, em que me sacrifiquei muito junto com a minha geração para poder dar o máximo pelo nosso Brasil", declarou logo após a partida, em entrevista ao SporTV.

Já com a cabeça mais fria, Gustavo utilizou as redes sociais para mais uma vez deixar claro que está abandonando as quadras. "Obrigado a todos pela torcida por todos estes anos. Vocês são o motivo de sempre querermos vencer. Hora de descansar e traçar novos objetivos", escreveu em sua página no Twitter.

O Canoas usou sua página no Facebook para se despedir do meio de rede e agradecê-lo pelos serviços prestados. "Chegou a hora mais difícil. Mas a gente vai saber entender. Nosso campeão, capitão e ídolo vai precisar de tempo para cuidar da família e organizar a sala de troféus. Foram muitas vitórias dentro das quadras em duas décadas dedicadas ao voleibol. Agora nosso Gauchão vai lutar pelo esporte fora dela. Vamos agradecer ao nosso campeão mundial e olímpico como só a torcida brasileira sabe fazer!"

Gustavo teve uma das carreiras mais vitoriosas da história do vôlei brasileiro, na geração que ficou marcada por nomes como Giba, Ricardinho, Nalbert, entre outros. De 1997, quando recebeu sua primeira convocação para a seleção, a 2011 foram diversos títulos. O principal foi a Olimpíada de Atenas, em 2004. Ele ainda conquistou duas Copas do Mundo, em 2002 e 2006, e seis Ligas Mundiais.

Ao lado de Bernardinho e de outros jogadores foi um dos responsáveis por reerguer uma seleção que parecia longe de seus melhores dias no fim da década de 90. Foi também um dos nomes que abriu espaço para atletas brasileiros no vôlei europeu, principalmente no italiano, onde atuou de 2001 a 2009.

Com o fim da carreira, Gustavo agora só quer saber de aproveitar a família, mas engana-se quem pensa que sua trajetória no vôlei terminou. "Agora é hora de cuidar da minha família, da minha mulher e dos meus filhos, conviver com eles e tentar fazer um cargo de gerente, diretor, supervisor, qualquer coisa aí no Canoas, para a gente melhorar ainda mais essa equipe", disse.

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