Angela Weiss/AFP
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Após Olimpíada, Ana Patrícia e Rebecca anunciam fim de parceria no vôlei de praia

Dupla brasileira foi eliminada dos Jogos Olímpicos de Tóquio nas quartas de final

Redação, Estadão Conteúdo

25 de agosto de 2021 | 16h27

Após deixarem os Jogos de Tóquio-2020 com um quinto lugar no vôlei de praia, as brasileiras Ana Patrícia e Rebecca não formarão mais uma dupla para o novo ciclo, visando Paris-2024. As jogadoras seguirão as suas carreiras com novas parceiras, ainda a serem definidas e divulgadas em momento oportuno.

Juntas desde 2017, Ana Patrícia e Rebeca conquistaram diversos títulos internacionais, um título brasileiro e prêmios individuais. Em 2019, obtiveram seus melhores resultados no Circuito Mundial, vencendo três etapas e terminando no pódio em outras seis. Na capital japonesa não tiveram grande desempenho, mas conquistaram o melhor resultado brasileiro no vôlei de praia feminino, sendo eliminadas nas quartas de final pelas suíças Heidrich e Vergé-Dépré.

"Quando a gente se juntou, tínhamos como meta os Jogos Olímpicos. Fizemos o nosso melhor até aqui. Tenho certeza que entre erros e acertos deixamos tudo de nós nas quadras. Só tenho a agradecer pela nossa parceria e tudo que conquistamos juntas. Agora teremos caminhos diferentes mas desejando sempre o melhor. Preciso dizer obrigada a todo mundo que nos apoiou, nossa comissão e nossos patrocinadores", declarou Rebecca.

"Cumprimos o planejamento definido lá atrás, quando firmamos a parceria. Foram anos de aprendizado, que servirão de base para tudo o que farei daqui para frente. Vivi uma experiência olímpica com apenas 23 anos e vou trabalhar muito para estar lá novamente daqui a três anos. Muito obrigado aos patrocinadores, parceiros e todos que trabalharam conosco ao longo de todos esses anos", finalizou Ana Patricia.

Mudança de duplas são comuns no vôlei de praia brasileiro. A modalidade, no entanto, passa por um ciclo ruim. Pela primeira vez, o Brasil não esteve no pódio olímpico. Especialistas apontam que a falta de investimentos em realização de etapas do circuito brasileiro impede o surgimento de novos talentos.

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