Árbitro causa polêmica no vôlei

Para muitas das pessoas que acompanharam o jogo decisivo da Superliga Masculina de Vôlei na quinta-feira, em Belo Horizonte, o time da Telemig/Minas foi favorecido no quinto e último set da partida - foram três pontos duvidosos a favor dos donos da casa. O principal deles: um ace no saque do levantador Joel, pelo Banespa, dado como bola fora pelo juiz de linha. Do que seria 8/8, o time paulista ficou com 7/9.A partir daí, os jogadores do Banespa perderam a concentração - pelo que demonstraram, até mesmo a motivação. Giovane resolveu arriscar um saque "Jornada nas Estrelas" que nem chegou à rede e só serviu para ampliar o placar em favor dos adversários. Quando a partida terminou, o atacante se mostrou conformado: "Não tem muito o que falar."O líbero Escadinha desabafou: "O Minas está de parabéns pelo título... mas acho que a arbitragem queria que o título ficasse com eles."Pelo Minas, o técnico Carlos Alberto Castanheira, o "Cebola", afirmou: "Houve bolas duvidosas para os dois lados. Não foi uma coisa que definiu o resultado do jogo." E pelo Banespa tanto o técnico Mauro Grasso quanto José Montanaro, gerente de vôlei, disseram que não apelariam para a CBV. "Não adianta nada. Podem até me dizer que a história podia ter sido diferente se tivessem dado a bola dentro, mas isso não vai mudar o resultado", disse Grasso.De cabeça mais fria, Montanaro declarou nesta sexta-feira: "Estou com a consciência tranqüila. Fizemos um bom trabalho. Não estou decepcionado. Claro que ninguém gosta de perder, mas fechamos a competição lutando bravamente, em um ambiente totalmente contrário. O Minas sempre foi favorito e soube usar a vantagem de jogar em casa. O Banespa surpreendeu e não podemos ficar nos lamentando."

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