Argentina pede ajuda para o Mundial

Apesar da profunda crise econômica em que está mergulhada a Argentina, a Federação Internacional de Vôlei (Fivb) já confirmou a realização do Mundial Masculino naquele país, de 28 de setembro a 13 de outubro, em San Juan, Mar del Plata, Buenos Aires, Santa Fé, Córdoba e Salta. A ESPN Internacional pagou US$ 4 milhões pelo evento, mas os organizadores ainda teriam de conseguir mais cerca de US$ 2 milhões. Como não podem apostar na arrecadação da bilheteria ? a população está sem dinheiro ? resolveram pedir socorro. O presidente da Federação de Vôlei da Argentina, Mário Goijman, pediu a Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) uma ajuda no sentido de tentar conseguir um patrocinador. ?Foi um pedido informal?, explica o dirigente. Ary Graça, que é membro do Conselho de Administração e da Comissão de Eventos da Fivb, disse que o prejuízo, caso a Argentina não consiga o dinheiro para bancar o custo operacional do evento, com transporte, hospedagem, alimentação, etc, será da própria Federação Internacional. O Banco Central da Argentina ainda não liberou o prêmio de US$ 100 mil que o Brasil ganhou pela conquista da Copa América, mas mesmo assim Ary poderá apoiar a Argentina, buscando apoio, por exemplo, das montadoras de automóveis, como a Fiat. Mas primeiro vai cuidar do patrocínio para a final da Liga Mundial, que será no Brasil ? vai visitar a montadora, em Betim. Quanto à presença do Brasil no Mundial, a principal preocupação é com o ginásio de Córdoba. ?Só a metade está construída. Pode ser que a seleção tenha de mudar de sede?, afirma Ary. Na sua opinião, o sucesso do Mundial é ?uma grande incógnita?. Acha que o governo pode usar o Mundial como marketing para mostrar ao mundo que tem capacidade para se reeeguer. ?A fórmula pão e circo é conhecida.?

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