Alexandre Arruda/Divulgação
Alexandre Arruda/Divulgação

Ary Graça promete 'mudança radical' na Federação Internacional de Vôlei

Primeiras mudanças serão na área administrativa, mas presidente quer alterações no vôlei de quadra e de praia

VALÉRIA ZUKERAN, Estadão.com.br

21 de novembro de 2012 | 18h51

SÃO PAULO - Uma das novidades no lançamento da Superliga de Vôlei é que será a primeira sem o comando direto de Ary Graça. Recém eleito novo presidente da Federação Internacional (FIVB), o dirigente promete revolucionar o esporte. "Em seis meses a mudança lá será radical." Enquanto isso, a Confederação Brasileira (CBV) será comandada por Walter Pitombo Laranjeira, o Toroca, que terá como função manter a estrutura criada pelo seu antecessor que não esconde que, apesar da distância física por seu novo cargo, manterá um vínculo afetivo com a entidade na qual trabalhou por anos.

 

A primeira mudança será na estrutura administrativa, que é a mesma há mais de 60 anos. "Contratei uma empresa famosa de auditoria para implantar na FIVB o mesmo sistema de unidades de negócio que eu tinha na CBV porque fica mais fácil você delegar poderes de forma que a gente possa administrar sem precisar mandar em tudo." Segundo Ary, a ideia é trazer para o vôlei mundial a mesma estrutura que existe no Brasil.

 

"O grande boom será no vôlei de praia", anuncia Ar. Segundo ele, a Continental Cup no vôlei de praia será valorizada, permitindo a participação de um número muito maior de duplas. Também haverá uma adequação do esporte para que suas regras estejam mais próximas das do vôlei de quadra, facilitando a compreensão do regulamento pelo público. "Para a gente ter uma disciplina só."

 

O vôlei também passará por mudanças. A realização do Grand Prix, longe da Ásia, uma reivindicação antiga de diversos países, deve ser debatida no próximo dia 2 em uma reunião que envolverá dirigentes de todos os envolvidos no evento. Ele diz que pretende fazer com que as atletas sejam menos sacrificadas pois o modelo atual obriga um longo tempo de ausência. "A mentalidade vai ser não exaurir os jogadores para que a gente possa tê-los por mais tempo."

 

A Liga Mundial também poderá passar por mudanças, que também serão discutidas com as equipes envolvidas no dia 1º de dezembro. Entre as propostas para a competição está a disputa a partir de três divisões internas ou a criação de um sistema de promoção e rebaixamento.

 

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