Pedro Souza/Atlético-MG
Pedro Souza/Atlético-MG

Atlético-MG cancela treino e decreta luto pela morte de Bebeto de Freitas

Leonardo Silva, zagueiro e capitão do time mineiro, estava escalado para dar entrevista coletiva

Estadao Conteudo

13 Março 2018 | 16h46

O que era para ser mais uma terça-feira normal de trabalho no Atlético-MG se transformou em um dia trágico para o esporte brasileiro. Bebeto de Freitas, diretor de administração e controle do clube e nome marcado na história do futebol e do vôlei do País, morreu aos 68 anos após sofrer uma parada cardíaca na Cidade de Galo.

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Imediatamente após a confirmação da morte, o Atlético-MG publicou nota oficial lamentando o ocorrido e decretando luto oficial de três dias. "Bebeto sofreu uma parada cardíaca, pouco depois de participar de um evento na Cidade do Galo. O diretor foi atendido prontamente, mas não resistiu", explicou o clube.

O dirigente morreu em serviço e fazendo o que mais gostava, que era trabalhar com esporte. No fim da manhã desta terça, Bebeto participou do lançamento do time de futebol americano do Atlético-MG no CT. Em sua última entrevista, chegou a celebrar a chegada da modalidade ao clube e exaltou o tamanho da "marca" atleticana.

Após deixar a entrevista coletiva, Bebeto apresentava a estrutura do CT e os quartos do alojamento para os jogadores do futebol americano quando sentiu-se mal. Duas ambulâncias e um helicóptero chegaram rapidamente à Cidade do Galo para socorrer o dirigente, que não resistiu.

O acontecimento mudou o dia atleticano. O treino marcado para a tarde foi cancelado. Leonardo Silva, capitão do time, chegou a dar entrevista, mas a coletiva do garoto Alerrandro não aconteceu. Os jogadores foram dispensados e o luto, declarado. Há a possibilidade de adiamento do confronto marcado para esta quarta-feira diante do Figueirense, no Independência, pela terceira fase da Copa do Brasil.

Bebeto de Freitas foi o técnico da "geração de prata", a seleção masculina de vôlei que ficou na segunda colocação da Olimpíada de 1984, em Los Angeles. Nome ligado à modalidade, se destacou também no futebol como dirigente. Trabalhou no Atlético-MG em 1999, depois em 2001, 2009 e, agora, em 2017. Também foi presidente do Botafogo entre 2003 e 2008.

 

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