Divulgação/FIVB - 21/05/2013
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Banco do Brasil admite retomar pagamentos à Confederação de Vôlei

Instituição financeira salienta que o fluxo de pagamentos só será restabelecido após assinatura de aditivo contratual

O Estado de S. Paulo

07 de janeiro de 2015 | 20h09

 O Banco do Brasil admite retomar o pagamento do patrocínio à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), suspenso desde o início de dezembro. A assessoria de imprensa da instituição financeira confirma o recebimento de comunicado da CBV, que se compromete a implementar todas as recomendações apontadas pela Controladoria-Geral da União e outras medidas solicitadas pelo próprio banco para evitar novas irregularidades.

O BB salienta que todas as ações acordadas e seus prazos de implantação deverão constar de aditivo contratual, atualmente em elaboração pelos serviços jurídicos das duas partes, e que o fluxo de pagamentos só será retomado após a assinatura do documento.

A CGU analisou as contas da CBV de 2010 a 2013, e detectou irregularidades em 13 contratos, que somam R$ 30 milhões. Segundo a CGU, empresas contratadas pertenciam a parentes de dirigentes e ex-funcionários da CBV.



Entre as recomendações da CGU encaminhadas ao patrocinador, consta uma norma de compras e contratações “pautadas por princípios éticos, como a ausência de vínculos de parentesco até o terceiro grau com funcionário ou dirigente da CBV em contratos entre fornecedores e confederação”.

Integrantes da direção da CBV estiveram ontem em Brasília. Segundoa assessoria da CBV, foi uma “visita de cortesia ao Banco do Brasil para ratificar o compromisso assumido através de ofício. As duas instituições caminham para o mesmo rumo, o da retomada do patrocínio, e a visita serviu para demonstrar ao BB que a atua gestão da CBV está atuando para implementar todas as sugestões apontadas pela CGU”.

A CBV só se manifestará oficialmente sobre o patrocínio quando “o assunto for selado”.

Em entrevista concedida ao Estado no mês passado, o superintendente da CBV, Neuri Barbieri disse que “90% das medidas sugeridas pela CGU” já haviam sido adotadas.

“Falta apenas colocarmos uma pessoa para acompanhar todos os processos internos (auditoria) e colocarmos representantes dos técnicos e atletas no Conselho Fiscal e na Assembleia Geral”, declarou à época.

O comunicado da CBV ao BB foi enviado no dia 18 do mês passado. A Confederação se compromete a implementar as medidas no prazo de 90 dias.

“O cumprimento integral das ações demonstra que a nova gestão se compromete com uma governança responsável e transparente. Auditoria externa, regulamento de contratações, vetos de empresas suspeitas, criação de comitê de apoio e, o principal, reaver judicialmente os valores de contratos apontados pela CGU como irregulares”, diz o documento.

O patrocínio do BB à CBV, firmado em 1991, tem valor anual de R$ 70 milhões e expira apenas em 2017.

O compromisso de reaver os valores desviados e as críticas da atual gestão, presidida por Walter Pitombo Larangeiras, irritaram o ex-presidente da CBV, Ary Graça, que atualmente comanda a Federação Internacional de Vôlei.

Após o anúncio da suspensão do pagamento do patrocínio pelo BB, a FIVB divulgou a punição a jogadores da seleção brasileira e o técnico Bernardinho por atos de indisciplina praticados no Mundial da Polônia, em setembro.

Como retaliação, a CBV anunciou que desistira de organizar a Fase Final da Liga Mundial de 2015, agendada para julho.

A FIVB respondeu que a CBV estará sujeita às penas previstas em seu código disciplinar, que incluem suspensão por um ano de jogos internacionais e aplicação de multas pesadas.

A decisão da atual gestão, de abrir mão de sediar a Fase Final da Liga Mundial, foi apoiada pelo técnico Bernardinho. 

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