Alexandre Arruda/CBV
Alexandre Arruda/CBV

Banco do Brasil suspende pagamento de patrocínio à CBV

Medida foi adotada após publicação de relatório com irregularidades comprovadas na gestão dos recursos pela Confederação do esporte

O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2014 | 19h20

 O Banco do Brasil suspendeu o patrocínio à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) após relatório da Controladoria Geral da União (CGU) comprovar irregularidades na administração dos recursos. Os dois relatórios da CGU foram publicados nesta quinta-feira.

A auditoria foi instaurada após vários índicios de irregularidades serem levantados em reportagens veiculadas pela ESPN Brasil.“Há alguns meses estamos pressionando a CBV para fazer um aditivo ao contrato de patrocínio para adotar várias das medidas preconizadas pela Controladoria Geral da União. Como as providências não foram adotadas, decidimos suspender o pagamento”, disse a assessoria de imprensa do banco.

“Parte das medidas apontadas pela CGU foram previamente identificadas pelo BB e constam de aditivo contratual que foi negociado com a CBV, porém sem resposta final por parte da Confederação. O Banco do Brasil reitera que não irá compactuar com qualquer prática ilegal, ou que seja prejudicial ao esporte e à comunidade do vôlei, e entende ser necessário que a CBV adote novas práticas de gestão que tragam mais disciplina e transparência à aplicação dos recursos”, diz comunicado emitido pelo banco.

A Controladoria apurou que empresas como a S4G e SMP, de propriedade de dirigentes e ex-dirigentes da CBV, receberam comissões por prestação de serviços inexistentes.A CBV publicou uma nota na qual afirma que está tomando diversas providências para cumprir integralmente as medidas sugeridas pela CGU.

“Mesmo antes do relatório final, a nova gestão tomou providências visando implantar uma governança responsável e, acima de tudo, ética. Entre as medidas sugeridas pela CGU no relatório final já havia contratado auditoria para analisar os exercícios anteriores, cancelando contratos que possuíam vícios éticos, abrindo as contas e disponibilizando documentos para as entidades de fiscalização, sem restrição nenhuma. Desde abril de 2014 publica mensalmente balancetes em seu sítio eletrônico, tem um modelo de governança desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas, já reestruturou o quadro administrativo, criou medidas de aprimoramento na seleção de fornecedores e implantou uma auditoria interna permanente.”

O contrato de patrocínio do Banco do Brasil à CBV é o mais antigo em vigência a uma confederação nacional - o primeiro foi assinado em 91, antes da conquista do ouro na Olimpíada de Barcelona. O atual compromisso expira em 30 de abril de 2017. Os valores são sigilosos.

Após a publicação das reportagens pela ESPN, Ary Graça renunciou, em março deste ano, ao cargo de presidente da CBV. Ele é presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) desde 2012. Walter Pitombo Larangeiras, conhecido como Toroca,  vice-presidente da CBV por mais de 30 anos, assumiu o cargo deixado vago por Graça.

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