Banespa dá sinal de força no vôlei

O Banespa prepara mais uma peneira para garotos das categorias infanto-juvenil e juvenil. É a 17ª do Projeto de Vôlei que, igualmente, caminha para uma existência de duas décadas. Desta vez, a peneira - que atrai meninos de todo o Brasil -, tem uma importância maior que exibir a tradição do clube. Representa o sinal verde para a consolidação de um projeto de marketing esportivo que, como define o gerente de vôlei, José Montanaro, sobreviveu à intervenção do Banco Central, ao controle da União e à privatização.Na verdade, é um alívio para os envolvidos com a modalidade desde que o Banespa foi comprado pelo Santander, em novembro. Em meio a tantas notícias de atrasos de salários e falta de patrocínios, a consolidação do projeto tem significado especial. A primeira peneira, depois da privatização, afasta as apreensões que existiam no fim do ano, após a conquista do título paulista (o time também venceu a Copa São Paulo e a Supercopa dos Campeões)."O banco foi vendido ao Santander há três meses, o que vem exigindo ajustes. Mas, felizmente, o processo de transição ocorreu sem desgaste." O projeto de marketing é antigo e sempre teve continuidade, ficando forte a ponto de tornar-se difícil a opção de retirar investimentos. Montanaro acha que esse é um bom modelo de marketing esportivo, devido ao retorno que proporciona.A peneira será dias 5, 6 e 7 de março, a partir das 8 horas, no Ginásio do Esporte Clube Banespa (Av. Santo Amaro, 5.355, Brooklin, São Paulo) para meninos nascidos em 1983, 1984 e 1985. No ano passado, a seletiva teve a presença de cerca de 700 garotos, de São Paulo e de várias partes do Brasil.Das peneiras do Banespa surgiram jogadores como o meio-de-rede Gustavo, melhor bloqueador do Mundial do Japão, além de Joel, Brás e Raphael. Outro formado no clube é Marcelo Negrão. Montanaro espera no máximo 1.000 garotos. Disse que o interesse pelas peneiras cresce quando a seleção brasileira consegue bons resultados - o recorde de quase 3.000 meninos foi alcançado nas seletivas de 1993 e 1994, logo após a conquista da medalha de ouro nos Jogos de Barcelona. "O nosso time adulto também é um espelho, um degrau que tem de ser vencido para quem deseja chegar à seleção. Mas bons resultados do Brasil estimulam a molecada de uma forma incrível."

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