JF Diório/Estadão
JF Diório/Estadão

Bernardinho abre mão de salário para manter time do Sesc RJ: 'Não tem orçamento'

Ex-treinador da seleção brasileira diz que acredita demais no projeto e aceita novo desafio

Redação, Estadão Conteúdo

21 de maio de 2020 | 09h05

A crise no vôlei brasileiro, provocado pelo surto do coronavírus e antes disso, levou o técnico Bernardinho a abrir mão do seu salário no Sesc RJ. De acordo com o próprio treinador, a medida foi tomada para evitar que o projeto da equipe seja encerrado. O seu desejo é uma readequação dos investimentos para a próxima temporada de clubes da modalidade no País. A decisão foi tomada pelo próprio profisisonal.

"Se tiver que vender meu carro, vou vender meu carro. Essa é a minha paixão. Não quero que o projeto morra porque tem de me pagar também. Nesse primeiro momento não tem orçamento para pagar. É assim. Então eu não posso deixar de pagar as meninas. Como é que posso negociar algo com elas se não dou o exemplo?", disse o técnico durante live do canal "Seu Esporte".

Bernardinho detalhou como foram os cortes no Sesc RJ, com redução dos salários das atletas, que têm contrato com o time carioca até o fim de maio. Para o treinador, o momento é de solidariedade. Também é um novo desafio para ele. "Tivemos 40% de cortes. Não é simples, tem gente no fim de carreira. Vamos olhar para o lado, como está a situação das pessoas? Está muito complexa, muito difícil", comentou o treinador.

As edições masculina e feminina da Superliga foram encerradas precocemente, sem definição dos campeões, por causa da pandemia do coronavírus. A equipe masculina do Sesc RJ havia anunciado, antes mesmo da crise, o seu fechamento. A promessa, no entanto, era de que o time feminino seguiria ativo. Com diferentes nomes, como Rexona, o Sesc RJ é um dos mais tradicionais times do vôlei feminino brasileiro, tendo Bernardinho à sua frente.

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