Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Bernardinho admite pressão, mas ainda reflete sobre futuro na seleção

Treinador não tomou decisão sobre permanência no time masculino

O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2016 | 11h52

O técnico Bernardinho ainda não tomou uma decisão sobre o seu futuro na seleção masculina de vôlei. Ele admite existir uma pressão enorme para dar o próximo passo, mas, por enquanto, quer mais tempo para escolher o melhor caminho depois de conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos do Rio.

"Final de ano é sempre um momento de reflexão, de tomadas de decisão, alinhamento de novas metas. Coisas dessa natureza. Certamente, vou ter uma semana para pensar sobre o todo. Estabelecer metas para os próximos anos, para o próximo ciclo. Refletindo sobre aquilo que foi o passado, mas imaginando como vai ser o futuro em breve, que tipo de desafio me move, que tipo de sonho", afirmou o treinador, em entrevista ao Globoesporte.com.

Bernardinho, que continua trabalhando normalmente com o time feminino do Rexona, revelou que, neste momento, há outros problemas familiares mais urgentes que requerem sua atenção. "A pressão está enorme para tomar uma decisão. Mas, nesse momento, eu tenho outras coisas na cabeça. Claro, esses dias agora serão decisivos, eu vou ter uma reunião com os caras. Mas eu confesso que tenho algumas questões familiares. Meu pai não está muito bem. E isso toma muito mais do meu tempo, da minha energia, dos meus sentimentos", disse.

"A pressão está enorme, claro, se decidirem me mandar embora, não tem problema. Eu tenho problemas mais sérios hoje. Claro, esse é muito sério, mas há outras coisas tomando a minha atenção e o meu foco. Meu tempo será o meu tempo", continuou Bernardinho, que revelou ter se reunido com o seu auxiliar da seleção no final de semana. "Eu sigo trabalhando. Tive uma reunião ontem (domingo) em São Paulo sobre seleção com o Rubinho (auxiliar), para falar sobre o projeto."

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) já não fixa mais um prazo para resolver o assunto, até porque não esperavam uma demora tão grande. Sem plano B, segundo Ricardo Trade, diretor executivo da entidade, o jeito é aguardar o posicionamento oficial de Bernardinho.

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