Bernardinho contém otimismo exagerado

Classificada como a equipe de melhor campanha na Liga Mundial, a seleção brasileira de vôlei masculino tenta evitar que o otimismo exagerado da torcida tome conta do grupo. Agora, na próxima fase, de 25 a 30 de junho, em Katowice, na Polônia, o Brasil terá a Itália, Rússia e os poloneses como adversários. No outro grupo estão Cuba, Iugoslávia, França e Holanda. "A primeira colocação foi importante para dar confiança e atesta que o trabalho foi bem feito. Mas é só. Agora, os pontos estão zerados e as oito equipes têm condições de ficar com o título", alertou o técnico o Bernardinho.A seleção se reapresenta na terça-feira, no Rio, e na sexta-feira segue para Katowice. No Rio, os jogadores farão uma série de exames clínicos, pois, na passagem pelo Nordeste, Giovane, Escadinha, Henrique, Dante e Nalbert tiveram diarréia e náuseas.O levantador Maurício não esconde que prefere ter a Rússia no mesmo grupo do Brasil do que a Iugoslávia, atual campeã olímpica. "É mais fácil encarar os russos", avaliou o jogador. O ponteiro Giovane, no entanto, gostaria de pegar os adversários mais difíceis. Assim, segundo ele, se a seleção chegar às semifinais, estará melhor preparada. "Teríamos mais chance de crescer e ganhar volume de jogo."Bernardinho já começa nesta segunda-feira a estudar os próximos adversários. "Temos algumas fitas dos jogos da Itália e da Rússia. Estamos tentando reunir o maior número de material possível para traçamos estratégias", revelou o treinador, que aponta dois fatores a serem revistos pelo time do Brasil para a próxima etapa. "Os ponteiros podem ser mais utilizados em várias situações e não só na hora de decidir. E a regularidade no saque também é fundamental, muito embora hoje o Brasil tenha conseguido."

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