Bernardinho dedica título à esposa; Giba provoca a França

A seleção masculina de vôlei não sabe o que é disputar um campeonato sem ser campeã desde a Copa América de 2004, quando perdeu para os Estados Unidos. Mesmo já acostumados a fazer festa na final de todas as competições, os jogadores vibraram muito com o bicampeonato mundial conquistado neste domingo, em Tóquio, após o passeio sobre a Polônia.Um dos mais emocionados era o técnico Bernardinho, que se "esqueceu" de analisar o jogo e logo dedicou o título - o 17.º em 21 torneios pela seleção masculina - à esposa, a ex-levantadora Fernanda Venturini. "Ela merecia esse título mundial muito mais do que eu. Ela foi a responsável por transformar o vôlei feminino no Brasil. Espero que as pessoas passem a reconhecer melhor o trabalho dela", afirmou.O levantador Ricardinho lembrou a discussão com Gustavo e Serginho durante a vitória sobre a Bulgária, no último jogo da segunda fase. "As brigas ajudam a crescer o grupo. A derrota (para a França, na primeira fase, a única do time na competição) também ajudou. Esse título não foi um sofrimento tão grande na final, mas ficamos com a faca no pescoço o tempo todo. Tivemos que ter muita união para chegar até aqui."Giba mostrou que estava com a derrota para os franceses entalada na garganta. Segundo ele, a forma como que os rivais comemoram a vitória e o próprio resultado em si fizeram com que a seleção abrisse os olhos e voltasse a se concentrar no campeonato. "França, pela 23ª vez, obrigado. Nós somos campeões do mundo, e vocês...", provocou. Os franceses ficaram em sexto lugar.O atacante também aproveitou para elogiar seus companheiros de seleção - com quem convive desde 1997. "É algo inacreditável trabalhar com esse grupo, ver na cara de cada um a vontade de dar um soco no adversário e partir para cima", disse, exibindo na camisa a inscrição "Te amo com toda a minha alma", em romeno, em homenagem à esposa, Christina Pirv.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.