Bernardinho deve ficar na seleção de vôlei após Pequim

Técnico assumiu a equipe em 2001 e tem a intenção de renovar o seu contrato depois das Olimpíadas

PEDRO FONSECA, REUTERS

25 de julho de 2008 | 14h10

O mistério está praticamente desfeito. O técnico Bernardinho afirmou nesta sexta-feira que deve continuar no comando da seleção brasileira de vôlei masculino após os Jogos Olímpicos de Pequim.Veja também: Brasil bate Japão e confirma vaga na semifinal da Liga Mundial Jogadores elogiam qualidade do banco após vitória Com a proximidade do final de seu contrato, que expira após a Olimpíada do mês que vem, Bernardinho ainda não havia indicado de forma tão clara que pretende seguir no comando da equipe, a qual ele levou ao topo do mundo desde que assumiu em 2001. Apesar de afirmar que sua visão só vai até os Jogos da China, ele acrescentou: "Uma coisa é certa: se muitos desses jogadores continuarem, e alguns vão continuar, é muito difícil que eu os deixe, por tudo isso que se criou ao longo desses anos todos." O treinador disse ainda que vai "diminuir o ritmo" depois da Olimpíada, provavelmente dedicando-se exclusivamente à seleção em vez de acumular o cargo também em um clube. Ele ainda decidiu que vai ficar no Brasil, após ter recebido sondagens de outros países. "Acho que 15 anos de clube e seleção é um pouco demais", disse o treinador, em entrevista coletiva, após a vitória do Brasil sobre o Japão na fase final da Liga Mundial, no Maracanãzinho. Antes de treinar o time masculino, Bernardinho foi técnico da seleção feminina nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996 e Sydney-2000. Com Bernardinho no comando, a seleção masculina de vôlei do Brasil se tornou a maior potência mundial da modalidade, culminando com a conquista da medalha de ouro nos Jogos de Atenas, em 2004. Além da Olimpíada, a equipe é heptacampeã da Liga Mundial e bicampeã do Campeonato Mundial. Segundo o treinador, as conquistas que colocam o Brasil como amplo favorito a conquistar o bicampeonato olímpico em Pequim estão sendo encaradas com tranquilidade pelos jogadores. A maior parte da equipe que estará em Pequim também foi a Atenas e protagonizou as várias conquistas brasileiras nos últimos sete anos. "A impressão que eu tenho ao olhar para eles e conviver com eles é que se eles estão sentindo ansiedade, isso está muito bem trabalhado. Eu confesso que estou muito mais ansioso e muito mais preocupado", afirmou. "Fico preocupado que, caso não dê certo alguma coisa, as pessoas esqueçam o que esse grupo de rapazes fez em sete anos. As pessoas podem não entender que uma medalha que não seja de ouro, é uma medalha importante", acrescentou.

Tudo o que sabemos sobre:
VOLEIBERNARDINHOFICA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.