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Bernardinho diz que punição da FIVB foi 'retaliação'

Técnico da seleção foi suspenso por dez jogos e terá de pagar multa de US$ 2 mil após julgamento no painel disciplinar da entidade

Amanda Romanelli, O Estado de S. Paulo

12 de dezembro de 2014 | 23h11

Bernardinho foi alvo da punição mais pesada imposta pelo painel disciplinar da Federação Internacional de Vôlei (FIVB): suspensão de dez jogos e uma multa de US$ 2 mil. Ao Estado, o técnico diz ter sido vítima de uma clara retaliação da entidade - e de seu presidente, Ary Graça -, após fazer duras críticas ao regulamento do Mundial da Polônia, em que o Brasil ficou com a prata ao perder para os donos da casa.

“Ficou claro que essa punição foi uma retaliação. Tive acesso às denúncias contra mim e pude constatar que existe muita coisa que não é verdade. O mais triste é que, para me retaliar, estão punindo também o Brasil, a seleção. Não que eu seja fundamental ou insubstituível no comando da equipe, mas é triste. Vamos recorrer às instâncias maiores, sem dúvida.” 

A punição de Bernardinho, e também dos jogadores Mário Júnior, Murilo e Bruno, foi divulgada no início da noite desta sexta-feira pela CBV. A entidade também considera que treinador e atletas tenham sido alvo de represálias, por causa das investigações que devassam contratos da gestão de Ary Graça, presidente da FIVB desde 2012, no comando da confederação - por causa de irregularidades encontradas pela Controladoria-Geral da União (CGU), o contrato de patrocínio do Banco do Brasil ao vôlei brasileiro foi suspenso. Em resposta, a CBV abriu mão de sediar a fase final da Liga Mundial, em julho de 2015.

Bernardinho esclarece o teor das acusações, que não foram divulgadas pela FIVB: “Nele diz que participei da confusão com a arbitragem e isso não aconteceu. Eu realmente não compareci à coletiva de imprensa, mas muitos outros treinadores já fizeram isso e nunca receberam punição.”

A confusão da arbitragem a que Bernardo se refere ocorreu após o jogo em que o Brasil perdeu para a Polônia, na terceira fase do Mundial. Uma toalha foi arremessada na direção da mesa dos árbitros, mas o autor da ação não foi identificado. Ele e o levantador Bruninho, não compareceram à coletiva de imprensa pós-jogo depois de duas partidas.

O técnico também apoiou a decisão da CBV em não mais receber a fase final da Liga Mundial em 2015. “Acho que é a decisão mais prudente a se tomar nesse momento, até pela relação conflituosa que se instalou.”

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