Bernardinho e Bruno reconhecem: 'Fomos dominados'

A superioridade da Rússia na final da Liga Mundial foi admitida de forma categórica pelo técnico Bernardinho e pelo levantador Bruno, capital da seleção brasileira, após a derrota por 3 sets a 0 amargada na noite deste domingo, em Mar del Plata.

AE, Agência Estado

21 de julho de 2013 | 22h45

O treinador reconheceu que os russos tomaram conta da partida e o Brasil não se encontrou, principalmente a partir do segundo set. O comandante, porém, lembrou que esta é uma seleção brasileira "em processo de construção", com vários novos jogadores e que acaba de iniciar um ciclo visando principalmente os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

"Temos que ter calma ainda com alguns jogadores que estão chegando agora. Criaram uma expectativa grande, mas é a primeira final de alguns e não renderam o que podiam render", admitiu o treinador, em entrevista ao canal SporTV, para depois elogiar a atuação russa. "Eles sacaram muito bem, defenderam bem, tocaram muito a bola. E jogaram com eles na frente é muito complicado", completou.

O comandante falou sobre a superioridade russa também criticando as comparações que já começam a ser feitas, que muitas vezes já supervalorizam os novos valores da seleção ao elegeram como substitutos de atletas consagrados que já encerraram seus ciclos no time nacional. "Temos jogadores de potencial, mas as comparações são exageradas e prematuras. O Brasil chegou com mérito na final, mas fomos dominados por uma equipe que foi superior à nossa", reconheceu Bernardinho, que ainda serviu de escudo para a atuação abaixo do esperado do ponteiro Lucarelli.

"O Lucarelli foi abaixo, mas a responsabilidade é toda minha. Fez uma competição espetacular, mas hoje foi bem marcado. É mais do que aceitável, normal", analisou.

Bruno, por sua vez, seguiu a mesma linha discurso do seu técnico e pai. "A gente sempre chega na final querendo ganhar, mas temos que reconhecer que fomos dominados", disse o levantador, para depois alertar: "Temos que ter paciência, estamos buscando um novo entrosamento, um novo grupo. Saímos daqui de cabeça erguida, mas frustrados porque sabíamos que poderíamos ter jogado um pouco melhor".

Lucarelli, que só contabilizou oito pontos e sentiu a pressão da final, admitiu que sua atuação abaixo do esperado, assim como de todo time nacional, servirá como aprendizado para as próximas competições. "Espero que sirva como lição essa derrota de hoje... Em certo momento a gente perdeu a cabeça e caiu nesta cilada de achar que o jogo poderia ser fácil (depois de o Brasil abrir 5 a 0 no início do primeiro set). Temos que aprender que a gente tem que jogar bem o tempo todo e que o jogo só termina no fim", disse.

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