Bernardinho e Jogos motivam Maurício

O levantador Maurício Camargo Lima, aos 33 anos, é o jogador mais velho entre os 13 atletas da seleção brasileira masculina de vôlei. Como alguém que está na equipe nos últimos 14 anos, já fez 446 jogos pela seleção, foi campeão olímpico (em Barcelona/1992) e bicampeão da Liga Mundial (1993 e 2001) consegue encontrar motivação para enfrentar adversários fracos, como Chile e Venezuela? Maurício aponta para o futuro: o Brasil está apenas começando mais um ciclo olímpico, até Atenas, em 2004, sob o comando de uma nova comissão técnica, comandada por Bernardinho e na qual o levantador confia plenamente.Para garantir o futuro, será preciso, observa Maurício, vencer o Chile nesta sexta-feira, às 17 horas, e a Venezuela no sábado, às 9 horas (com transmissão da TV Globo), no Torneio Classificatório para o Mundial de 2002. As partidas serão realizadas no ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul (hoje, apenas 800 dos 3800 ingressos colocados à venda estavam disponíveis).São apenas dois jogos, com rivais teoricamente frágeis, mas Bernardinho usa o exemplo do futebol, que pode não ter valorizado devidamente o time de Honduras na Copa América, e quer combater o favoritismo. "O peso do favoritismo pode condicionar a um certo relaxamento e estamos combatendo isso", avisou o treinador.Maurício confessa que já se sentiu sem estímulo para vestir a camisa da seleção, principalmente entre 1997 e 1999. Isso, inclusive, refletiu na sua atuação. Mas, ele voltou a mostrar o seu melhor jogo: primeiro no Minas, onde foi campeão brasileiro e o melhor levantador nas duas últimas temporadas, e agora na seleção - foi também o melhor da posição na Liga Mundial. "Me sinto um garoto e com vontade de estar na seleção", afirma o jogador, atribuindo essa sua disposição à confiança que sente na atual comissão técnica.Atualmente, Maurício pensa em seguir jogando até Atenas, mas prefere pensar ano a ano, avaliando se conseguirá manter a rotina estafante de treinos, concentração e jogos. "Acho que o Cebola (Carlos Alberto Castanheira) me ajudou muito, no Minas, assim como o Bernardinho trouxe para a seleção um trabalho da melhor qualidade. Há um bom tempo que eu queria trabalhar com o Bernardinho."

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