Michal Cizak/AFP
Michal Cizak/AFP

Bernardinho encerra passagem pela seleção francesa de vôlei para ficar perto da família

Treinador de 62 anos alega problemas pessoais para deixar projeto à frente da equipe e retornar ao Brasil

Redação, Estadão Conteúdo

22 de março de 2022 | 08h43

O técnico Bernardinho encerrou nesta terça-feira uma breve passagem pelo comando da seleção francesa de vôlei. O treinador brasileiro comandava o time europeu desde agosto do ano passado, mas alegou problemas pessoais para retornar ao Brasil. Ele pretende ficar mais perto da família.

"É uma das decisões mais difíceis e dolorosas de toda a minha carreira. Estou muito triste porque amo este time francês, o grupo, os jogadores, a equipe que construímos. Sou muito grato pela confiança que a federação depositou em mim ao longo do ano", disse Bernardinho, antes de agradecer o apoio da Federação Francesa de Vôlei.

O brasileiro de 62 anos assumiu o comando da seleção no ano passado com o objetivo de buscar o bicampeonato olímpico nos Jogos de Paris-2024, na casa dos seus comandados. "Tive uma recepção incrível de todo o vôlei francês e tenho muita dor e frustração por não chegar ao fim do projeto que começamos a colocar em prática. Mas eu tenho que fazer essa escolha, não há outras escolhas possíveis para minha família, que continua sendo uma prioridade."

O presidente da federação francesa, Eric Tanguy, lamentou a decisão. "Tivemos o melhor treinador para cumprir nossos objetivos até os Jogos de Paris-2024 e só posso lamentar essa situação. Mas obviamente compreendo as razões que levaram o Bernardinho a tomar esta difícil decisão e agradeço-lhe por se ter mantido disponível para preparar sua substituição."

Bernardinho foi contratado oficialmente em abril do ano passado, mas só assumiu a equipe depois da Olimpíada de Tóquio, na qual o time francês foi comandado por Laurent Tillie. Sua primeira missão no comando da equipe foi a disputa do Campeonato Europeu, em setembro. Mas o treinador não teve sucesso. Os franceses foram eliminados nas oitavas de final.

Fora da seleção francesa, o bicampeão olímpico e tricampeão mundial pelo Brasil vai seguir no comando do Sesc-Flamengo, que disputa os playoffs da Superliga Feminina de vôlei. O treinador também manterá seus projetos pessoais, como as palestras que costuma fazer pelo País.

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