Marcelo Cortes/Flamengo
Marcelo Cortes/Flamengo

Bernardinho espera transformar parceria Flamengo/Sesc em referência mundial

Treinador foi apresentado nesta segunda-feira para novo projeto no time carioca

Redação, Estadão Conteúdo

17 de julho de 2020 | 14h37

O técnico Bernardinho foi apresentado, nesta sexta-feira, como o técnico da equipe feminina de vôlei fruto da parceria entre Flamengo e Sesc-RJ. Ao lado do presidente rubro-negro Rodolfo Landim e de Queiroz Junior, conselheiro regional do Sesc-RJ, o premiado treinador afirmou que a missão "com a cara do Flamengo" será formar uma referência mundial dentro de quadra.

"É um momento histórico. Há algum tempo conversávamos sobre essa possibilidade, em total alinhamento com o Sesc. E o fruto serão vitórias no campo. A força e a penetração, essa capilaridade que o Flamengo traz vai certamente nos fortalecer na nossa missão. Estamos felizes em dar esse primeiro passo. É o início formal, mas é um trabalho que já vem acontecendo. Mão na massa, avaliando quais são os próximos passos. Estamos prontos para construir o maior projeto que vai inspirar muita gente no Brasil afora", afirmou o treinador, de 60 anos, dono de sete medalhas olímpicas com as seleções masculinas e femininas, sendo uma como jogador.

As negociações começaram no ano passado. A parceria pode ajudar os dois times, pois o Sesc acabou com seu time masculino e prevê sucesso com o Flamengo e a força de sua marca para obter repercussão no marketing e público. Já o rubro-negro poderá usufruir do grande time e voltar a disputar títulos importantes no vôlei, mas não poderá contar com Tandara, que se transferiu para o Osasco. Ela deverá ser substituída por Lorenne, vinda do São Paulo-Barueri. Mas Bernardinho não deu detlahes do futuro do elenco.

"A parceria veio obviamente fortalecer os clubes a passarem pela crise. Mas a ideia surge muito antes do início da pandemia, dessa vontade de fazer algo maior, unindo uma marca tão forte como o Flamengo com um projeto sedimentado como o Sesc", disse Bernardinho. "Essa parceria nos fortalece no sentido de passarmos por esse momento e sairmos mais fortes, com capacidade de penetração entre os jovens. Importante termos humildade de reconhecer o momento para todos. Sem vitimismo, encontrar os caminhos, de forma consistente, com muita responsabilidade, governança que sempre pautou o Sesc e que pauta agora o Flamengo. Sem loucuras, sem promessas vãs e fazer as coisas de forma correta."

Os jogos da nova equipe deverão ser disputados no ginásio da Gávea, durante o período de pandemia, em que não haverá a presença de público. Depois disso, a ideia é levar os jogos para o Maracanãzinho, onde o clube pretende estender a concessão do complexo do Maracanã por 25 anos. O contrato atual vai até novembro.

"O Flamengo não esconde que tem o interesse de pegar essas áreas como concessionário. Colocar um projeto por muitos e muitos anos. Essa é a ideia que a gente tem, colocar um centro poliesportivo. Se ficarmos por 25 anos, tentar transformar em um ambiente em que naturalmente o torcedor do Flamengo vai frequentar. E montar outras coisas naquele ambiente para que seja um espaço para o rubro-negro", afirmou o presidente Landim, que elogiou o novo treinador, o comparando com o português Jorge Jesus, comandante do time de futebol.

"Os dois são muito parecidos. Eles sempre acham que podem melhorar, podem evoluir, na busca dos detalhes. Nunca estão confortáveis com a situação. Eles são como o Flamengo, que quer ganhar tudo, competir em tudo", disse o presidente rubro-negro.

Queiroz Junior preferiu destacar o trabalho feito por Bernardinho também fora das quadras. "A missão dele, como a do Sesc, é de transformar vidas. Ajudar a levantar e a recuperar o Rio de Janeiro", disse o representante do Sesc-RJ.

Tudo o que sabemos sobre:
vôleiFlamengoBernardinho

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.