Bernardinho sente falta das meninas

O técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, admite que também sente saudade das atletas da seleção feminina. "É natural, após quatro anos juntos; a amizade que cultivamos, o vínculo que criamos... Mas se elas ficassem uma semana comigo de novo, iam querer me chutar", brinca o treinador, que agora comanda a seleção masculina. Por causa da mudança, afastou-se até do convívio com as ex- atletas, uma "separação" que considera benéfica para facilitar a "independência" das meninas. "Não evito o contato, mas não dá tempo. Nem consigo ver todos os jogos delas." Bernardinho fica constrangido com comparações entre ele e o técnico Marco Aurélio Motta e considera que a atuação da seleção feminina no primeiro torneio com o novo treinador foi boa. "O time cresceu durante o campeonato. Jogou bem contra Coréia, Rússia e Cuba. Vamos ter calma nas cobranças." Para ele, a atacante Virna é fundamental para o time e comemora a volta da amiga à seleção. Virna jogará o Sul-Americano em Rosário, na Argentina, a partir do dia 13. "Ela é uma líder." A ponteira Érika pondera: "O reforço é importante, mas ela não ganha título sozinha." A seleção feminina se reapresenta na segunda-feira. Amanhã, Virna defenderá o BCN/Osasco às 20h30, contra o São Caetano, no ABC pelo Campeonato Paulista (com SporTV). No mesmo horário, jogam Lupo/Náutico e Rio Branco, em Americana. A seleção masculina se prepara para o Sul-Americano, entre os dias 6 e 9, em Cali, na Colômbia. Na competição, o Brasil tentará manter a hegemonia no continente e garantir vaga para a Copa dos Campeões, em Nagoya e Tóquio (Japão), de 18 a 26 de novembro. "Esse é o típico campeonato em que só temos a perder. Se conquistarmos o título, não fizemos mais do que a obrigação. Se perdermos, será um desastre." Juvenil - A seleção brasileira feminina juvenil embarcou hoje para Santo Domingo, na República Dominicana, para o Mundial da categoria, entre os dias 1.º e 9. O Brasil estréia sábado, contra a Alemanha. O Grupo C tem também República Checa e Estados Unidos. Segundo o técnico Antônio Rizolla, o título mundial juvenil, conquistado recentemente pela seleção masculina, é um incentivo para o grupo.

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