Werther Santana/Estadão - 26/08/2014
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Boletim de ocorrência do caso Fabiana não menciona injúria racial

De acordo com a PM de Minas Gerais, jogadora não se apresentou no momento da ocorrência e registro foi feito como 'atrito verbal'

Amanda Romanelli, O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2015 | 15h39

O boletim de ocorrência registrado na noite de terça-feira pela Polícia Militar na Arena Minas não menciona as ofensas racistas que a central Fabiana, do Sesi, diz ter sido vítima. De acordo com a assessoria de imprensa da PM-MG, o BO registrou um caso de "atrito verbal" entre torcedores que acompanhavam a partida entre o time paulista e o Minas, pela Superliga Feminina.

Segundo a PM, policiais foram chamados ao local do jogo após a equipe de segurança do Minas Tênis Clube ter retirado do ginásio torcedores que se exaltaram, incluindo o suposto acusado de xingar a bicampeã olímpica. Fabiana disse que "um senhor" teria dito "macaca quer banana" e "macaca joga banana", entre outras ofensas. De acordo com o O Estado de Minas, foram identificadas quatro pessoas no boletim: Jeferson Gonçalves de Oliveira, de 43 anos; Laércio da Silva, de 65 anos; Ludmila Duarte Elias, de 21 anos, e Atenagoras Café Carvalhais Júnior, de 30 anos. 



Mas, como a jogadora não compareceu no momento da ocorrência e os policiais não conseguiram localizá-la, o registro de injúria racial não pôde ser executado. Fabiana teria que ter se apresentado como vítima, acusar o ofensor e, junto de testemunhas, seguir para uma delegacia. A central ainda pode fazer o registro da ocorrência, que foi encaminhada para o 2º Distrito Policial, no centro de Belo Horizonte.

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