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Botafogo tenta contratar time de vôlei do Finasa/Osasco

Clube dio Rio quer buscar patrocínio para trazer todo o elenco do vice-campeão da Superliga feminina

Bruno Deiro e Bruno Lousada - O Estado de S. Paulo,

23 de abril de 2009 | 14h20

Uma luz no fim do túnel surgiu nesta quarta-feira, dois dias após o anúncio da extinção da equipe principal do Finasa/Osasco (SP), finalista das últimas oito edições da Superliga feminina de vôlei. O Botafogo pode abrir as portas para toda a comissão técnica e as jogadoras do tradicional time paulista. O coordenador de esportes olímpicos do clube carioca, Miguel Ângelo da Luz, admitiu que vai buscar patrocínio para contratar todo o elenco da atual vice-campeã brasileira.

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O dirigente do Botafogo pretende se reunir com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o secretário de Esportes e Lazer do município, Chiquinho da Mangueira, para pedir apoio ao projeto. "Espero viabilizar a vinda da equipe do Osasco. Hoje não seria viável (por causa do alto custo), mas estou sondando o mercado", declarou Miguel Ângelo da Luz, campeão mundial em 1994, na Austrália, e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta, como técnico da seleção brasileira feminina de basquete.

"O jeito é correr contra o tempo. O produto está à disposição e é maravilhoso. O Osasco tinha um belo time, vitorioso", disse o dirigente, cuja intenção é montar no Botafogo times fortes de basquete e vôlei, tanto no masculino quanto no feminino. "Como uma cidade pode querer ser sede da Olimpíada de 2016 se não investe em esporte de alto nível? Existe uma carência", comentou. Com a saída da Finasa, que patrocinava a equipe com R$ 12 milhões por ano, o Osasco dispensou, entre outras atletas, as campeãs olímpicas Paula Pequeno, Sassá, Carol Albuquerque e Thaísa.

A crise no vôlei feminino brasileiro se estendeu para outros cantos. A parceria da Brasil Telecom (SC) para montar o time de Brusque, quarto colocada na última Superliga, também chegou ao fim - assim, a maior pontuadora da história da competição, a oposta Elisângela, está sem clube. Mas, enquanto alguns decretam falência, uma equipe mineira no feminino e o Volta Redonda (RJ), com o incentivo da prefeitura, no masculino, já se candidataram para disputar a próxima Superliga.

FORÇA DA TORCIDA

Decepcionados com o fim de 20 anos de um dos clubes mais tradicionais do vôlei brasileiro, alguns torcedores do Finasa/Osasco se organizam para buscar soluções. Em um blog na internet, eles lembram a força da torcida, que alcançou o recorde de público da Superliga na terceira partida das semifinais (5 mil pessoas), em duelo contra o São Caetano.

Os fãs mandaram carta para a Prefeitura de Osasco, pedindo apoio, e fizeram petição para tentar mobilizar a diretoria do clube a encontrar uma saída. No sábado, haverá reunião no Ginásio Professor José Liberatti, palco dos jogos da hoje extinta Finasa/Osasco.

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