Divulgação/ FIVB
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Brasil bate Japão e garante tricampeonato da Copa do Mundo de vôlei

Seleção conquista torneio com uma rodada de antecedência e campanha invicta, com dez vitórias

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2019 | 10h14

A seleção brasileira masculina de vôlei garantiu nesta segunda-feira, com uma rodada de antecedência, o título da Copa do Mundo. O troféu foi assegurado com uma vitória num complicado duelo diante do anfitrião Japão, por 3 sets a 1, com parciais de 25/17, 24/26, 25/14 e 27/25, na cidade de Hiroshima. O terceiro título brasileiro na Copa do Mundo - os anteriores foram em 2003 e 2007 - foi conquistado faltando um jogo para a seleção na competição. Isso foi possível graças à boa campanha brasileira na disputa de pontos corridos. Foram 10 vitórias em 10 jogos. A equipe nacional perdeu apenas cinco sets no torneio até agora. Saiba mais sobre a modalidade no Estado.

O atual campeão olímpico vai encerrar sua caminhada contra a Itália, nesta terça, na tentativa de coroar a conquista com uma campanha em invicta. A Copa do Mundo é considerada a terceira maior competição da modalidade, atrás apenas dos Jogos Olímpicos e do Mundial - a seleção também soma três títulos nestes dois grandes eventos.

A conquista desta segunda marca o maior título do técnico Renan Dal Zotto à frente da equipe desde que assumiu o comando, em janeiro de 2017, ao substituir o multicampeão Bernardinho. Antes, sob a orientação de Renan, o Brasil faturou o Sul-Americano e a Copa dos Campeões, ambos em 2017. E foi vice-campeão da Liga Mundial (atual Liga das Nações) no mesmo ano e do Campeonato Mundial, em 2018.

Em sua trajetória rumo ao título, a seleção obteve sua maior vitória no domingo, quando bateu a poderosa Polônia. A equipe europeia se sagrou bicampeã mundial em duas finais em que venceu o Brasil. Com o triunfo desta segunda, a seleção alcançou os 29 pontos na tabela, sem poder ser alcançado pela própria Polônia, que tem 25 e um jogo a menos.  

O JOGO

Renan escalou o Brasil com apenas uma mudança em relação ao jogo anterior, contra a Polônia. Colocou Lucão no lugar de Maurício Souza. O restante da equipe foi mantida, com Alan, Leal, Lucarelli, Flávio, Bruninho e o líbero Thalles. No decorrer da partida, o treinador colocou Maurício Borges, Cachopa e Felipe Roque.

Com esta formação, o Brasil fez um bom início de jogo. Abriu 6/4 e não demorou para ampliar a vantagem para 20/15, antes de fechar a parcial com oito pontos de frente. Leal foi um dos destaques do set inicial, no ataque e também nos bloqueios, ao lado de Lucão. O segundo set começou com o Japão na frente. O Brasil virou o marcador em 11/8, mas passou a oscilar em praticamente todos os fundamentos e viu os anfitriões crescerem em quadra. Os japoneses viraram para 12/11 e acabaram fechando a parcial, empatando a partida.

Depois do susto, a seleção brasileira passeou no terceiro set. Começou fazendo 4/0, depois 10/2. A retomada da liderança do jogo veio com vantagem de 11 pontos na parcial. Na sequência, mais tranquilo após a forte performance no terceiro set, o Brasil manteve o alto nível, mas encarou um Japão mais eficiente. Como consequência, as duas equipes transformaram o quarto set no mais equilibrado do jogo. Sem conseguirem abrir dois pontos de vantagem, os dois times fizeram 7/7, depois 10/10. O empate persistiu até 22/22. Na sequência, o Brasil desperdiçou dois match points antes de confirmar a vitória diante da empolgada torcida japonesa.

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