Janek Skarzynski/AFP
Janek Skarzynski/AFP

Brasil é prejudicado por não jogar a Copa, diz Murilo

Jogador reclama da FIVB por não incluir a seleção no torneio

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2015 | 07h00

O ponteiro Murilo ainda não engoliu o fato de o Brasil não poder participar da Copa do Mundo de Vôlei, que será disputada de 8 a 23 de setembro no Japão – no feminino a seleção não está participando do torneio que vai até o dia 6. O argumento usado pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) é que, como o País já tem vaga nos Jogos Olímpicos, não precisa disputar a competição. Mas isso virou regra apenas agora, e incomoda as duas equipes. “A Copa do Mundo fará falta, seria um ótimo teste porque estarão lá os times que disputarão medalhas no Rio”, disse Murilo.

Em 1995, por exemplo, os Estados Unidos disputaram a Copa e no ano seguinte receberam os Jogos em Atlanta. Sem poder participar do torneio, o Brasil vai ter de colocar um bom time no Sul-Americano, em outubro, no Chile, para dar ritmo de competição aos atletas. “Não sei se a competição vai acrescentar alguma coisa. O adversário mais forte é a Argentina, mas não sabemos em que condições virão após a Copa do Mundo e com que interesse. Só ela seria um teste legal, as outras equipes são muito fracas”, disse Murilo.

A explicação oficial dada pela ausência do Brasil é que com isso abriria uma vaga na Copa do Mundo para outra seleção sul-americana, aumentando as chances de classificação do continente para a Olimpíada. Mas além de Brasil e Argentina, os outros países estão muito atrás das potências mundiais. 

“Sabemos que isso não vai acontecer, então deveriam dar ao Brasil a chance de brigar por medalha na Copa do Mundo e entrar forte para 2016.”

Ele evita polemizar, até porque a seleção vem tendo problemas com a FIVB – mesmo com a entidade tendo um brasileiro como presidente, Ary Graça. “Se é estranho para vocês (jornalistas), imagina para nós que estamos lá dentro. Muita coisa foi dita e nada foi feito, então talvez seja hora de ficarmos quietos para não criar mais problemas para nós mesmos.”

Apesar do momento conturbado e do resultado ruim em casa na Liga Mundial (quarto lugar), o jogador acha que o Brasil está no páreo para uma medalha em 2016, mas evita falar em favoritismo. “Não tem uma seleção acima das outras no masculino. São os seis times que estavam na Liga, mais Rússia, Irã e talvez Alemanha e Bulgária, que podem surpreender. A nossa única vantagem é jogar em casa, mas isso também coloca pressão no time. Vai ser muito equilibrado.”

Com duas medalhas de prata no currículo, em Pequim e Londres, Murilo quer conquistar o ouro em casa. E sabe que todos os atletas terão de lidar com a pressão e a ansiedade da torcida. “As pessoas apostam em quatro medalhas do vôlei, duas na quadra e duas na praia. A pressão que temos é enorme, mas é a mesma pressão que teríamos se a competição fosse em outro lugar.”

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