Koji Sasahara/AP
Koji Sasahara/AP

Brasil perde decisão e Rússia é mais uma vez campeã do Mundial de vôlei

Seleção feminina é superada na final no Japão por 3 sets a 2, com 21/25, 25/17, 20/25, 25/14 e 15/11

estadão.com.br,

14 de novembro de 2010 | 10h55

A seleção brasileira feminina não resistiu à Rússia neste domingo e foi derrotada na final do Mundial de vôlei, em Tóquio, no Japão. Como aconteceu em 2006, o Brasil perdeu por 3 sets a 2, com parciais de 21/25, 25/14, 20/25, 25/14 e 15/11, e ficou com o vice-campeonato.

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Atuais campeãs, as russas chegaram ao sétimo título na competição graças a grande atuação de Gamova, de 2,02 metros. A ponteira liderou a equipe, ao marcar 35 pontos, e teve desempenho decisivo no tie-break.

Com este resultado, a Rússia se tornou a primeira a faturar o troféu com 11 vitórias na história da competição. Até então, o recorde era de dez triunfos, conquistados por Cuba, em 1994, Japão, em 1974, e União Soviética, em 1956.

A seleção brasileira entrou em quadra neste domingo escalada com Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Natália, Fabiana, Thaísa e a líbero Fabi. Sem repetir a apatia do início de jogo contra o Japão, o Brasil começou a decisão de forma arrasadora. Não deu chances às russas e abriu 6/1 com facilidade. A boa vantagem foi mantida até a metade da parcial, quando as rivais encostaram no placar, ao fazer 14/13.

Depois de seguidos erros, as brasileiras retomaram as rédeas do jogo e abriram 20/15, com grande atuação de Natália e Jaqueline. A Rússia esboçou nova reação, ao empatar em 21/21, em uma marcação duvidosa do árbitro. Mas o Brasil tratou de manter o domínio e fechou rapidamente em 25/21.

A situação se inverteu no segundo set. A Rússia começou melhor e abriu 6/2 no marcador. As brasileiras se recuperaram e reduziram a diferença para apenas dois pontos (13/11), graças aos bons ataques de Sheilla. As russas, porém, mostraram eficiência no bloqueio e chegaram a liderar o placar por 19/11 antes de empatar o jogo, fazendo 25/17.

O terceiro set começou mais equilibrado. Apesar de cometer dois erros seguidos, o Brasil abriu 4/2 e comandou a parcial até o final. As brasileiras souberam explorar o bloqueio russo e conseguiram abrir 20/14. As rivais tentaram reagir, ao reduzir a vantagem para 20/18. Mas, com Fabiana inspirada, o Brasil fechou em 25/20.

Depois do revés, a Rússia voltou a aumentar o ritmo do jogo no início do quarto set. Lideradas pela ponteira Gamova, as russas foram mais incisivas e ainda contaram com um momento de desconcentração do Brasil para abrir 20/09. Preocupado, o técnico José Roberto Guimarães colocou em quadra Sassá e Fernanda Garay, nos lugares de Jaqueline e Natália. Mas não evitou o novo empate no placar. A Rússia fechou o set em 25/14 e levou a final para o tie-break.

Sem mostrar abatimento pela queda de rendimento, as brasileiras resgataram o ritmo no quinto e último set e saíram na frente, com atuação decisiva de Sheilla. O Brasil abriu 4/2, mas as russas não demoraram para empatar, deixando a partida equilibrada. As duas equipes protagonizaram grande disputa, brigando ponto a ponto, até que a Rússia abriu 11/09. A vantagem foi mantida até o final, quando as atuais campeãs fecharam o jogo em 15/11.

Terceiro lugar. Eliminada pelo Brasil na semifinal, a seleção do Japão conquistou a medalha de bronze no Mundial, ao vencer os Estados Unidos, atual campeão do Grand Prix, por 3 sets a 2, com parciais de 18/25, 25/23, 21/25, 25/19 e 15/08. A vitória devolveu as anfitriãs ao pódio depois de um jejum de 32 anos. O Japão soma três medalhas de ouro e três de prata na competição.

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