Brasil rejeita vingança antes da final da Liga Mundial

A seleção brasileira masculina de vôlei terá que superar o seu mais recente algoz para conquistar o décimo título da Liga Mundial, mas os jogadores e o técnico Bernardinho tentam esquecer o retrospecto negativo diante da Rússia, adversária da final deste domingo, às 20 horas, em Mar del Plata. O treinador garantiu que está mais preocupado com a sua equipe e, principalmente, em minimizar os erros cometidos na derrota por 3 sets a 2 para os russos na última quarta-feira.

AE, Agência Estado

21 de julho de 2013 | 10h13

"Temos que pensar primeiro no nosso time, em qual solução vamos adotar em função dos problemas físicos que estamos enfrentando. Contra a Rússia, no primeiro jogo aqui, pecamos um pouco. Mas vamos usar uma estratégia específica amanhã e tentar não conceder tantos pontos como foi na primeira partida", detalhou Bernardinho, esperando que o Brasil consiga superar os problemas de lesões, como as do oposto Leandro Vissotto e do ponteiro Dante, que se machucou durante a semifinal.

Além dos dois, o Brasil não teve o central Éder na semifinal de sábado contra a Bulgária, mas venceu por 3 sets a 1, com Bernardinho apostando em Wallace, Isaac e Maurício Borges. "Não temos como controlar problemas desse tipo. O que temos que fazer é pensar nas soluções. E deu para ver que, aos poucos, essa garotada vem entrando bem em jogos importantes e isso é bom pela perspectiva de crescimento, já pensando lá na frente. Todos entraram com uma responsabilidade grande e corresponderam", disse Bernardinho.

Em 2012, o sonho do Brasil de conquistar a medalha de ouro nos Jogos de Londres parou na seleção russa, que venceu a final e conquistou o título olímpico. Na Argentina, as equipes voltam a se enfrentar na fase final da Liga Mundial e os russos venceram novamente. Agora, as equipe duelam na decisão do torneio, mas Wallace descarta qualquer sentimento de vingança, mesmo reconhecendo a existência de uma clima de rivalidade entre as seleções.

"Vamos enfrentar a Rússia mais uma vez, só que agora é começar tudo do zero. Não se lembra mais da final olímpica, nem mesmo do primeiro jogo que fizemos aqui na Fase Final. Claro que criou-se uma rivalidade, mas não tem que ser essa a nossa preocupação. Vamos estudar o time deles de novo, ver o que erramos para que não se repita amanhã e vamos entrar com tudo para conseguir a vitória. Já chegamos ao nosso primeiro objetivo, que era estar na final, agora vamos buscar o título", disse.

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