Brasil se prepara para jogo difícil e provocação contra a Rússia

Jogadoras da seleção brasileira dizem que não vão se abalar com a pressão das rivais. 'Elas podem gritar o que for', diz Jaqueline

Amanda Romanelli, O Estado de S. Paulo

08 de agosto de 2014 | 20h32

Depois da boa vitória contra a Coreia do Sul, por 3 sets a 0, que garantiu a invencibilidade do Brasil no Grand Prix, a seleção feminina de vôlei se prepara para a difícil partida contra a Rússia, às 10 horas de sábado, no Ginásio do Ibirapuera. Além do alto nível técnico do rival, o time brasileiro também sabe que terá de lidar com a provocação das russas na rede.

Foi o que ocorreu, por exemplo, no ano passado, quando as duas seleções também se enfrentaram no Grand Prix, em jogo realizado em Campinas. A oposta Goncharova foi uma das que mais provocou o time brasileiro, especialmente Fernanda Garay. No Ibirapuera, ambas estarão novamente em lados opostos.

A ponteira Jaqueline, que não jogou contra as russas no ano passado, porque estava grávida do filho Arthur, sabe que as jogadoras rivais farão uma guerra de nervos. E lembrou que a tática não é uma novidade. "Elas podem gritar o que for, a gente pegou anos contra a Cuba, que também jogava dessa maneira", avaliou. "A gente nunca perdeu o foco, não deixamos cair o nosso ritmo. Vamos fazer nosso jogo, estudar direitinho cada jogadora. Podemos ver a partida delas antes do nosso jogo (em que a Rússia perdeu para os EUA por 3 sets a 1). Vai ser pedreira, mas confio muito na nossa equipe."

O técnico José Roberto Guimarães admite que as provocações vão existir, mas minimizou a "arma" russa. "Isso não nos preocupa. A nossa preocupação é se adaptar às jogadoras russas e tentar uma vitória. Uma 'gordurazinha' a mais é sempre bom, acho importante fazer jogos com esse nível de exigência."

Zé Roberto destacou que o jogo da Rússia será diferente do da Coreia - as asiáticas têm grande força na velocidade. "A característica da Rússia é diferente. Elas estão se baseando principalmente nas ponteiras (Kosheleva e Pasynkova) e na oposta (Goncharova). Tem também a Malykh. É um time que joga com bolas mais altas, mais lentas, com um bloqueio pesado."

O Brasil, que lidera o Grand Prix com 12 pontos e está invicto, com quatro vitórias, encerra sua participação na segunda semana do torneio contra os Estados Unidos, no domingo. O jogo será novamente no Ibirapuera, às 10 horas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.