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Brasil sofre virada dos EUA e perde a primeira na Liga das Nações de vôlei

Equipe de Renal Dal Zotto é superada por 3 sets a 1, em duas horas de partida; próximo compromisso é contra a China neste domingo, também em Brasília

Redação, Estadão Conteúdo

11 de junho de 2022 | 17h44

Dois gigantes de mais de 2 metros e de 24 anos cada um comandaram a virada dos Estados Unidos sobre o Brasil por 3 sets a 1 pela terceira rodada da primeira fase da Liga das Nações de vôlei masculino, neste sábado, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF). As parciais foram de 21/25, 27/25, 25/20 e 25/20, em duas horas de jogo.

Esta foi a primeira derrota da equipe comandada por Renan Dal Zotto na competição. Antes, a seleção brasileira havia derrotado, sempre na capital federal, a Austrália (3 a 0) e a Eslovênia (3 a 1).

"Já sabíamos que seria um jogo difícil, pois o time dos Estados Unidos mexe as peças, mas o estilo de jogo não muda. Continuam jogando bem, sacando bem", analisou Alan, maior pontuador do jogo, com 23. "O volume de jogo do time dos Estados Unidos fez a diferença. Eles conseguiram sacar melhor e quebraram a nossa recepção. Também tiveram mais paciência na finalização das jogadas, e assim fugiram do nosso bloqueio", completou Lucão. 

A Liga das Nações conta com os 16 melhores países do mundo. Este ano a competição será em duas fases. A primeira tem três etapas. As oito melhores desta fase se classificam para a fase final, entre 20 a 23 de julho, em Bolonha (Itália).

"Todos que entram em quadra têm que contribuir de alguma maneira. Observar o jogo de fora, com muita energia, condições táticas. Avalio que poderia ter contribuído mais no bloqueio", ponderou Gabriel Vaccari.

Atual campeão do torneio, o Brasil fecha a primeira fase da primeira etapa neste domingo diante da China, também em Brasília, às 10h. Na segunda etapa, a partir de 22 de junho, vai enfrentar, em Sofia, na Bulgária, Polônia (dia 22), Sérvia (23), Irã (24) e Bulgária (26).

"Agora nossa atenção se volta para a equipe da China, que tem características muito diferentes da dos Estados Unidos, um outro estilo de jogo. Vamos buscar outra vitória para ficar entre os primeiros colocados", projetou Bruninho, levantador e capitão da seleção brasileira masculina de vôlei. 

PRIMEIRO SET

A partida ficou equilibrada até a metade do set. A partir daí o saque e o voleio brasileiro melhoraram e a equipe anfitriã abriu uma vantagem que chegou a 20 a 16. Depois, foi só administrar e fechar no segundo set point por 25 a 21, em 27 minutos. Alan marcou sete pontos e Rodrigo e Lucas anotaram outros cinco cada um para garantir o 1 a 0.

SEGUNDO SET

Os Estados Unidos ficaram concentrados por mais tempo e contaram com a força do oposto Hanes, de 2,08 metros, que marcou oito pontos (inclusive o que fechou o set) em 11 vezes em que atacou. Detalhe: antes do duelo contra o Brasil, Hanes, que atua no vôlei polonês, havia feito apenas cinco pontos em dois jogos.

O Brasil ainda salvou dois set points. O técnico Renan chegou a substituir o levantador Bruninho por Cachopa, mas não foi o suficiente: 27 a 25 para os norte-americanos.

TERCEIRO SET

O terceiro set seguiu o equilíbrio dos dois primeiros sets. Mas agora os Estados Unidos tiraram da cartola Tyler Mitchem, de 2,10 metros. Se Hanes pouco fez nessa parcial, Mitchem marcou seis pontos, sendo dois seguidos no serviço abrindo 22 a 17. Depois disso, os norte-americanos trataram de administrar para fechar por 25 a 20. Detalhe: nas duas primeiras partidas Mitchem, que joga no vôlei francês, anotara apenas 1 ponto.

QUARTO SET

Errando bem mais do que o normal, o Brasil não deu muito trabalho para os norte-americanos, que chegaram a abrir 18 a 14 após um ataque para fora de Alan. Com a vantagem, os EUA ainda perderam um match point, mas fecharam novamente por 25 a 20.

No final do jogo os maiores pontuadores foram Jake Hanes, com 19 pontos, e o brasileiro Alan, com 23. Mitchem, destaque do terceiro set, finalizou o confronto com 11 pontos.

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