Brasil tenta parar "jogo aéreo" russo

Confiança e paciência. Essa será a fórmula que a seleção brasileira masculina de vôlei utilizará nesta sexta-feira, às 15 horas de Brasília (com TV Globo e SporTV) contra a Rússia, na semifinal da Liga Mundial, disputada na Polônia. O adversário tem a maior média de altura da competição (2,00 metros) e os brasileiros precisarão de volume de jogo para superar as "torres russas." "Se fosse futebol, falaria para eles não cruzarem a bola, só jogar rasteiro. Os russos são enormes", brincou o técnico Bernardinho.O treinador observa que a seleção masculina da Rússia é semelhante à feminina. De acordo com ele, o adversário é eficiente, joga de forma simples, sem muitas variedade de bolas, saca forte e aposta no bloqueio, que é alto. E o ponto fraco? "São metódicos e talvez não tenham habilidade para saírem de situações difíceis", aposta Bernardinho, que preocupa-se principalmente com o atacante Roman Iakovlev, de 2,01 metros, o maior pontuador da última fase com 67 pontos. "Ele é instável emocionalmente e se entrega."Precavido, Bernardinho pensou em alternativas caso o passe brasileiro não funcione como deve. "Nosso time é baixo e é lógico que temos de jogar com velocidade. Mas como não vamos ter o passe na mão o tempo todo, o negócio é ser paciente, trabalhar o nosso bloqueio, que também é bom, e contra-atacar." Lembra que na sua época de jogador (foi reserva do levantador William na seleção vice-campeã olímpica em Los Angeles, em 1984), o ataque era a única arma do Brasil em jogos de alto nível. "De fato, só confiávamos no ataque. Mas hoje, podemos defender e bloquear também." O melhor bloqueador e o dono da melhor recepção da última etapa são brasileiros: Gustavo e Escadinha.Gustavo deverá ser titular ao lado do meio-de-rede Henrique, do levantador Maurício, do oposto André Nascimento e dos ponteiros, Giba e Nalbert. Escadinha é o líbero. Dos 12 inscritos, quatro ainda não enfrentaram os russos: André Nascimento, Henrique, Escadinha e Anderson. "Mas não me metem medo", disparou André.O outro finalista sairá do confronto entre a Itália, campeã mundial, e a Iugoslávia, campeã olímpica. A final será sábado, na Polônia. Perguntado sobre qual equipe é favorita para conquistar o título, Bernardinho respondeu: "Favorito, só o Botafogo. Aqui a coisa está preta".

Agencia Estado,

28 de junho de 2001 | 18h46

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.